segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

TASQUINHAS, OU FEIRA DAS CEBOLAS OU FEIRA DE RIO MAIOR



COMO VI A PRESIDENTE DA CÂMARA DE RIO MAIOR NA RTP1 LEMBREI QUE PODIA AJUDAR NA PUBLICIDADE!!! 

ESTE CARTAZ ERA DO ANO PASSADO COMO PODEM VER





ESTE TRABALHO É UM CONTO SEM ÉPOCA, MAS QUE, PODE DESPERTAR AS PESSOAS PARA AS TASQUINHAS DE RIO MAIOR QUE ESTÃO A COMEÇAR!!!



A FEIRA DAS CEBOLAS 




Hoje a feira das cebolas,… ou talvez já tenha outro nome mais actual, mais tecnológico, na procura do mais lógico… que vai deixando para traz as suas raízes, ou talvez a raiz das cebolas, se já esse nome tiver ficado para traz. 

De resto o nome viria precisamente, por os agricultores da região fazerem desse local, desse produto, o ponto mais forte do seu escoamento de mercado, por um longo percorrer de ruas, eram expostas, bancadas e mais bancadas desse produto tão apreciado na nossa gastronomia. 

Em cabos entrançados, lourinhas ou mais ruivas, a sua casca sedosa, de toque deslizante, saltando á vista pelo seu brilho, é procurada ali, e escolhida por todos, pela casta, pelo tamanho, com esperança de duração, para muitos meses sem o grelo ficar de fora. 

Mas a Feira das Cebolas, ou também a Feira das Tasquinhas, já foi apenas, a Feira de Rio Maior, a feira onde todas as pessoas dos arredores de muitos km, iam por obrigação, ou por puro prazer, por ser a Feira onde uma vez por ano, “por ser uma feira anual,” iam fazer as suas compras, gozar uns dias diferentes, acampar por ali, sem pressa de voltar, viver esse prazer, pelo prazer de estar. 

Era um tempo que passou! 

Um tempo no ontem! 

Um tempo para recordar as lembranças passadas, que tão lindas, tão puras tão belas, onde tudo era diferente. 

Ontem!!! 

No trabalho do Verão, se ia fazendo o mealheiro, se ia juntando pouco a pouco, o dinheiro que se poderia depois gastar, para o bem-estar familiar, para o trabalho, ou necessidades pessoais. 

A festa começava na véspera do dia tão desejado, porque iam para uma festa, e não só uma feira. No cozer de uma fornada de pão caseiro, para a viagem, e para o permanecer, de três ou quatro dias. 

No preparar do farnel, para toda a família, porque em casa,… não ficava ninguém, quando chegava o grande dia. 

Cozinhavam uma galinha, faziam as pataniscas, o bacalhau albardado, e coziam uns ovos, mais umas “zeitonas pá companhar,” num cesto poderiam ir ainda, um frango ou coelhos vivos, para lá matar e “caldeirar,” trabalho das mulheres, como se pode imaginar, porque os homens também tratavam da sua parte. 

Era o preparar dos carros de bois, uma arca de pinho, p` ra levar os bens,… que servia de banco, ou de mesa, se outra não fosse, levavam o mínimo, com as esperanças de comprar e trazer o máximo. 

Sem hora marcada, mas já combinada, numa marcha lenta,… saindo em cortejo, que ia aumentando, quando no caminho se iam juntando. 

E no rangue… rangue… dos carros, e passo dos bois, com os seus chocalhos, assinalando a passagem!!! 

Ou no trote fino,… de alguns cavalos!!! Com as suas guizeiras, e rabos-de-raposa, todos enfeitados,… porque era dia de Feira. 

A viagem era longa, para o andamento,… partiam alegres famílias inteiras, lá iam chegando na Feira, procurando o seu espaço, para acamparem!... 

Sim acamparem!... a Feira de Rio Maior na época era das poucas saídas que as famílias tinham, então todos eles chegados à feira, colocavam os carros de bois, as carroças, mais tarde até os tractores, ali por perto, à volta da feira, e por ali ficavam acampados alguns dias. 

Amarravam os panos de serapilheira, na volta dos seus transportes, e faziam uma tenda, para dormir, para cozinhar, ou para comer ali mesmo. 

Não havia tasquinhas, mas uma ou outra tasca, apenas para vender uns copos, umas pataniscas, ou uns “Jaquinzinhos,” para, acompanhar, umas barracas de comidas, como se chamava na época, onde serviam as dobradas com grão ou feijão, uma chispalhada, ou até umas batatas com bacalhau. 

Após se instalarem, começavam por fazer as suas compras, os utensílios, os mobiliários, que começavam por servir logo ali, uma esteira, um colchão ou a roupa para se taparem, poderiam trazer de casa, tanto quanto poderiam comprar ali, se era precizo mais uma carrada de cobertores para o inverno que não tardaria a chegar. 

Uns discutiam o preço das cebolas, outros os pratos ou uma panela, que sempre se comprava, em casa não havia muita coisa, e era uma maneira de renovar, em cada ano, o que se ia partindo. 

Um mocho de pinho para se sentarem, uma arca para guardar o pão, a celha ou os cestos, para fazer as vindimas, os panos de linhagem, para apanhar a azeitona,… tudo se poderia negociar na Feira, até uns sacos de sal, que dava para o ano inteiro, e ainda para salgar o porco, que estava a crescer na pocilga da casa. 

Depois os homens compravam também ali, a tripeça, para matar o porco em cima, e o limpar de pelo, ajudados pelo fogo das marganiças e carqueja, o cambaricho para o pendurar pelas patas traseiras, a escorrer, depois de esfregadinho e lavado com uns bons pedaços de cortiça. 

Podiam ainda levar as suas ferramentas, as enxadas de pontas ou rasas, as sacholas, os sachos e roçanas, as gadanhas e picadeiras, os martelos, ponteiros prumos e zagaias, e muito mais… para quem procurava “alfaias.” 

Porque aquela, era a sua feira, a feira de um povo que não ia, nem podia ir, para além das suas necessidades. 

Contudo era também a festa, a sua festa, por isso poderiam comprar pouco, mas aquele tempo, aquela permanência, naquele ambiente, era das poucas coisas diferentes que poderiam ter, apenas uma vez por ano, nas suas vidas, com pouco mais que nada, eram aqueles dias, os seus dias de férias, os seus dias de regalo e prazer. 

Os altifalantes com seus barulhos ensordessedores, de musica altissíma, ou o chamar dos clientes para a venda de resmas enormes de cobertores, toalhas, talheres, ou ainda das pomadas que a que o povo chamava de banha da cobra… mas que acabava sempre por comprar, pois diziam fazer bem a tudo… desde eleminar os calos até a travar a queda do cabelo, ou ainda as dores dos rins, tal como as fridas ulcerosas. 

Muito mais poderia acrescentar sobre esta feira mas aqui e agora estaria a ficar massadora, prometo que irei colocar por aqui mais algumas lembranças de ontem, oje todos já conhecem, e digo por mim que, podendo aproveitar algumas coisas que modificadas para os dias de oje, poderão dar grandes resultados. 







Este poema foi escrito uns doze anos atrás, numa feira das cebolas, já com tasquinhas, ainda não como são agora, mas estando eu a assistir a um concerto do QUIM BARREIROS ai no palco da feira, resolvi escrever uma canção para a feira das cebolas, adquada ás graçolas de letras do ARTISTA que ficaria bem cantado por ele. 



SALADA RIBATEJANA 



É tudo,… ou nada… 

Que a vida é uma cebolada REFRÃO 

Saltitando entre tomates 

De pepino acompanhada. 

Diz o povo, e com razão 

Para ter boa sementeira 

Semeia em, quarto minguante 

No crescente, sai asneira. 



Preparar, bem o terreno 

Com o rego, bem molhado 

Mete a prumo, o cebolinho 

Ou deitadinho, e acamado 



Engrossando, a olho nu 

Em ciclos, de crescimento 

Chega a hora da verdade 

Derruba-lo, é um momento 



Casca fina, douradinha 

És Misse de Rio Maior 

Em cabos, bem entrançados 

O elevo, do agricultor. 



Lídia Frade

sábado, 18 de fevereiro de 2012

ALPIARÇA, CASA MUSEU JOSÉ RELVAS!!!

CASA MUSEU JOSÉ RELVAS

CASA MUSEU DOADO À CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA 


UM BANHO DE ARTE, DE BAIXO....A CIMA!!! OU DO TETO AO CHÃO!!! SEM TEMPO SUFICIENTE PARA ABSORVER!!!



LINDÍSSIMA PORTA EM PEDRA TRABALHADA




AS FOTOS POSSÍVEIS DA MINHA CANON


video


Relvas (José).
n.   5 de Março de 1858. 
f.    [31 de Outubro de 1929].

 
Ministro das finanças no governo provisório da República, ministro português em Madrid, rico proprietário e agricultor, etc. 
N. na Golegã a 5 de Março de 1858, sendo filho de Carlos Relvas, e de sua mulher, D. Margarida Amália de Azevedo Relvas (V. o artigo antecedente).
Matriculou-se na Universidade de Coimbra na faculdade de Direito, que só frequentou até ao segundo ano, abandonando-o então para seguir o Curso Superior de Letras, o qual concluiu em 1880, escrevendo nesse ano a sua tese, intitulada O Direito feudal, que apresentou na prova final do curso. Além deste trabalho, escreveu: Conferência sobre questões economicas, feita no Centro Comercial do Porto em 1910, publicada e impressa na tipografia Bayard. Em diversos jornais tem publicado muitos artigos, especialmente sobre questões de arte, e económicas. Dedicando-se muito às ideias democráticas, foi um dos que mais serviços prestou para a implantação da República em Portugal, fazendo intensa propaganda dos seus ideais, tanto no país, como no estrangeiro, onde acompanhou o Sr. Magalhães Lima.
Tendo estudado a fundo as questões económicas e financeiras, foi chamado a gerir a pasta das finanças no governo provisório, poucos dias depois dele se ter organizado em seguida à proclamação da República, no dia 5 de Outubro de 1910. O Sr. José Relvas já fizera parte do directório do partido republicano Como ministro, dedicou-se com todo o critério e elevada competência na gerência da sua pasta, tomando em consideração muitas reclamações, que ele procurou atender, providenciando sobre as que considerava serem justas, procurando tomar medidas e reformas que pudessem, quanto possível, satisfazer os reclamantes afirmando assim mais uma vez, e praticamente, o seu espírito democrático e consciencioso. Quando se tratou da nomeação do presidente da Republica, foi o seu nome indigitado por mais duma vez como candidato a esse elevado cargo. Nas primeiras cortes constituintes que se organizaram depois da eleição do presidente, o Sr. Manuel de Arriaga, foi o Sr. José Relvas eleito deputado pelo círculo de Viseu. Por decreto de 14 de Outubro de 1911 foi nomeado ministro português em Madrid, indo substituir o Sr. Dr. Augusto de Vasconcelos, que deixara de exercer aquelas funções, por ter sido nomeado ministro dos estrangeiros no ministério presidido pelo Sr. João Chagas, o primeiro organizado depois da demissão do governo provisório. No dia 18 desse mês seguiu para Madrid a tomar posse do seu novo cargo. 
O Sr. José Relvas herdou de seu pai qualidades artísticas de alto valor, embora sob manifestações diversas. Do livro As Constituintes de 1911 e os seus deputados, recentemente publicado, transcrevemos, de páginas 109 a 111, a descrição da casa e da vida íntima do ilustre diplomata, feita pelo apreciado escritor Sr. João Chagas: 
« Ao meio da estrada de Alpiarça que se desliga da linda estrada de Almeirim para atravessar entre searas e vinhas os 14 quilómetros que separam aquela vila da capital do Ribatejo, vê-se com surpresa surgir num distante socalco uma vasta e complexa construção que diríamos ser o quê? Uma chartreuse? Talvez. Entre as ramarias desinquietas dos choupais e à medida que nos vamos acercando da vila a construção vai cada vez mais tomando o vulto e o aspecto monástico com as suas frontarias reluzentes de cal, a confusão dos seus telhados, as suas chaminés espalhadas por toda a parte, as gelosias verdes das suas janelas românicas e as galerias do seu claustro exterior aberto sobre os campos; e quem não souber onde está, irresistivelmente será levado a perguntar se ali reside uma comunidade e o que fará – se filosofia, se licores? Para atingir esta casa de um tão enigmático aspecto é preciso atravessar a vila de Alpiarça e seguir ao longo da grande rua que a corta ao meio e cujo prolongamento é a estrada que conduz a Almeirim. Ao sair de Alpiarça começa um velho muro por traz do qual marulham as altas folhagens de um arvoredo palreiro. Eis aqui o portão, um portão de quinta, ou de granja, envelhecido, enferrujado, emperrado, a um caminho largo e arejado com um sulco macio de rodas de carruagem, que convida tanto mais atraentemente a entrar, quanto do portão não se vê a casa, e avançando alguns passos entre adegas e lagares, eis que a casa nos aparece, de uma brancura radiante e de um pitoresco tão original e tão vivo que estacamos a contemplá-la como a uma obra de arte. Oleitor não conhece pessoalmente o dono da casa? Eu vou apresentá-lo: Em primeiro lugar já o leitor por certo verificou que está no domínio de um lavrador, e o dono da casa com efeito, o é. Somente é também um homem de grande cultura, de grande gosto, o que explica que, ao lado das suas adegas e lagares, no meio das suas vinhas, dos seus olivedos, e dos seus sobreiros, ele construísse para viver, esta casa que surpreende, que intriga, que encanta e que na vida de um homem como ele, é verdadeiramente uma obra. Depois verifiquei que esta casa é muito singular, pois tem um grande porte e nenhuma ostentação. Não se lhe pode dar o nome de chateau ou de manoir, ou mesmo de casa de campo. Dir‑se‑ia uma velha residência de família, transmitida por herança de pais a filhos. No entanto não tem 6 anos de construída; e não lhe dá este primeiro aspecto a conhecer não já o gosto mas o fundo nobre do carácter do homem que a construiu, e que assim pretendeu adoptar a sua noção da família ao domicílio que melhor lhe convém e que ainda é aquele que noutros tempos a abrigou e perpetuou? A casa dos Patudos, pois esse é o seu nome, nasceu ontem e tem séculos. De nobreza? Não. De solidariedade de família, de virtudes domésticas, de agasalho de hospitalidade. Por efeito do seu temperamento, da sua educação, o dono desta casa é um destino inteiramente votado ao amor a ao culto da arte a ao qual todos os outros, mesmo o que o prende à lavoura, mesmo o que o lançou na política, são destinos acessórios. Assim, a sua casa, abriga com a sua família, o maior número de obras de arte que ainda enriqueceu o domicílio dum homem sem ostentação, e nele se presta à arte um culto tão fervoroso, que se diria não se viver ali para outra coisa. As suas salas são galerias de pintura e escultura, onde é licito passear com um catálogo nas mãos, como nas salas dos museus. Tropeça-se em objectos de arte. Aqui é um móvel, acolá uma talha, além uma faiança, mais além um medalheiro. Numa vitrina está a mais bela obra de olaria portuguesa. Noutra é fácil admirar ao lado de um autêntico Galrão, um Stradivarius autêntico, o que caracteriza a serenidade desta paixão, a que tantos se entregam por puro luxo é que ela se foi instalar longe do ruído da vida mundana e da publicidade e se sacia solitariamente. Nessa casa amam-se todas as artes mas só uma se cultiva – a música. Se ao leitor sucedesse passar já noite velha, pela beira da estrada de Almeirim não seria de estranhar que ouvisse por entre o concerto do coaxar das rãs, as harmonias vindas lá de dentro, duma sonata de Beethoven, ou de Mozart. É no que ali se passam as noites.»
 
 
Transcrito por Manuel Amaral


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ALPIARÇA......ALBUFEIRA DOS PATUDOS........BARRAGEM!!!!

ESTA BARRAGEM PARA ALÉM DE SER UM LOCAL DE LAZER, DE PRAZER EM VISITAR EM FOTOGRAFAR É LOCAL DE PESCA DESPORTIVA!!!

JÁ PERDI A CONTA DAS MINHAS VISITAS A ESTE LOCAL, DAS FOTOS QUE JÁ AQUI FIZ, E, NADA É IGUAL Á ULTIMA VEZ!!!



POR AQUI PASSEAMOS ONTEM, DIA DOS NAMORADOS, NUMA VISITA ALARGADA A CASA MUSEU JOSÉ RELVAS, UMA VISÃO DE  ARTE INDESCRITÍVEL!!! Á QUAL ACONSELHO A VISITA!!!



O DISPARAR A MAQUINA FOTOGRÁFICA É OU PASSA A SER VICÍO



NA BARRAGEM FICA POR AQUI A MINHA REPORTAGEM, LOGO QUE POSSÍVEL, IREI COLOCAR AS FOTOS POSSÍVEIS DA CASA MUSEU DOS PATUDOS, JÁ QUE SÓ FOI POSSÍVEL FAZER ALGUMAS FOTOS EXTERIORES!!!


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

MAGUSTO, MIGAS LAPARDANAS E AÇORDAS!!!



MAGUSTO, MIGAS, LAPARDANAS E AÇORDAS!!!








TEMPO DE MAGUSTOS E TODAS ESTAS IGUARIAS!!!


REALMENTE OS PRATOS QUE MENCIONEI ESTÃO QUASE TODOS NA RECUPERAÇÃO DA COZINHA RIBATEJANA.
JÁ FAZEM O MAGUSTO COMO PRATO PRINCIPAL, PRINCIPALMENTE NA ÉPOCA DO INVERNO, QUE É.
UMA MISTURA DE COUVES ESCURAS COZIDAS COM PÃO DE TRIGO E MILHO, COM ALHO E AZEITE EM ABUNDÂNCIA, BEM ESMAGADO, OU AMASSADO COM COLHER DE PAU OU GERIBALDE, JUNTANDO COENTROS PICADOS.

DEPOIS AS MIGAS SÃO DE COUVE, SÓ PÃO DE MILHO, Á QUEM JUNTE UM POUCO DE FEIJÃO COZIDO, TEMPERO ALHO AZEITE E COENTROS.

LAPARDANA, TALVEZ A MENOS CONHECIDA,É BATATA E PÃO DE TRIGO,TIPO CASEIRO QUE SE FAZ NA PROVÍNCIA, ALHO, AZEITE E COENTROS, SÓ CONHECI ESTA COMIDA, NUMA PARTE NOROESTE DO RIBATEJO, NA MINHA TERRA QUE PERTENCIA Á MESMA FREGUESIA, JÁ NÃO SE FAZIA.

AINDA A AÇORDA, SÓ PÃO DE TRIGO FERVIDO AMASSADO, COM ALHO AZEITE E COENTROS, OJE PODE LEVAR PARA ENRIQUECER UM POUCO, OVOS BATIDOS E BEM MISTURADOS.

TODOS ESTES PRATOS SERIAM COMIDOS COM EM TEMPOS APENAS COM AZEITONAS COMO CONDUTO.

ACOMPANHA QUALQUER PRATO DE CARNE OU PEIXE, GRELHADO OU FRITO.

COM UM BEIJO AQUI FICAM AS MANEIRAS DE COZINHAR, E ASSEGURO QUE É QUALQUER DELES BEM SABOROSO!!!

LÍDIA






PRATOS DA COZINHA TRADICIONAL DO RIBATEJO, QUE MUITO GOSTO, E, SE ANTES COMIDA DOS POVOS POBRES E TRABALHADORES RURAIS, HOJE SERVIDOS NOS MELHORES RESTAURANTES, E QUE, PELA SUA TEXTURA DIVERSA E DE DIFERENTES SABORES, PODEM ACOMPANHAR, PRATOS DE PEIXE OU CARNE, DIVINAMENTE!!!






ATUALMENTE PENSO ESTAR A DECORRER, O FESTIVAL DO MAGUSTO PELOS RESTAURANTES DO RIBATEJO.


OUVI FALAR DO EVENTO, MAS.... CREIO QUE ESTE ANO, DEVE AVER COISAS MAIS INTERESSANTES PARA FALAR....PORQUE NÃO ESCUTEI MAIS NADA SOBRE!!!








A PANELA DE FERRO COM PÉS, ONDE TAMBÉM SE PODERIA COZINHAR A COMIDA, COMO COZER OS LEGUMES SECOS, FEIJÃO, GRÃO OU CHÍCHAROS, OU AINDA, A COMIDA PARA OS ANIMAIS!!!
















ESTA COLEÇÃO DE COLHERES DE PAU, DIFERENTES DAS OUTRAS QUE TODOS CONHECEM, CHAMAM-SE DE GERIBALDES, E, SÃO PRÓPRIAS NO RIBATEJO PARA AMASSAR O MAGUSTO, AS MIGAS, A LAPARDANA E AÇORDAS.












NESTA FOTO PODEM VER, PARA ALÉM DA GRADE DE RESGUARDO DA LAREIRA EM FERRO, A TREMPE, IGUALMENTE DE FERRO, UTENSÍLIO DESTINADO A COLOCAR AS PANELAS PARA FAZER A COMIDA NO LUME.






UMA BURRA DE FERRO, USADA NOS TEMPOS EM QUE OS TRABALHADORES DO CAMPO, CALDEIRAVAM, OU COZINHAVAM A SUA COMIDA, NO TRABALHO.






ONDE DEPOIS DE FEITA UMA GRANDE FOGUEIRA, CADA UM COM A SUA BURRA ESPETADA, TODOS NA VOLTA DO LUME, PENDURAVAM NAQUELE ESPÉCIE DE GANCHO A SUA CALDEIRA, OU PANELA COM ARCO, PRÓPRIA PARA PENDURAR.






DEPOIS IAM COLOCANDO O TOUCINHO, SE O OUVESSE...E OS LEGUMES, PARA COZER E PODEREM ASSIM ALMOÇAR.






TEM AINDA UM CEPO, ONDE SE PODIAM SENTAR NA LAREIRA PARA SE AQUECEREM, OU AINDA CORTAR COM AQUELE PODÃO, AS LENHAS MAIS MIÚDAS, PARA ACENDER A FOGUEIRA.






ESTAS FOTOS FORAM FEITAS NUMA NOITE EM QUE FUI JANTAR O DITO MAGUSTO, NUM RESTAURANTE DE SANTARÉM JÁ O ANO PASSADO!!!


TEXTO E FOTOS DE LÍDIA FRADE

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

CAPELA NOSSA SENHORA DO MONTE SANTARÉM

TODAS AS FOTOS COLOCADAS SÃO FEITAS POR MIM, NUMA VISITA A SANTARÉM.

NUNCA TINHA FOTOGRAFADO ESTE MONUMENTO DA CIDADE, SENDO DOS MAIS ANTIGOS, COM MUITO INTERESSE PATRIMONIAL.













Capela de Nossa Senhora do Monte (Santarém)



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Vista geral da fachada principal.
A Capela de Nossa Senhora do Monte, situada na zona extra-muros da cidade de Santarém, na freguesia de São Salvador, é um pequeno templo gótico datado do século XII. A capela esteve integrada numa gafaria, que aqui esteve instalada até ao século XVII. Este templo é Monumento Nacional desde 1917.

[editar] História

A capela pertenceu, pelo menos desde 1191, à Real Colegiada de Nossa Senhora da Alcáçova, tendo ficado em meados do século seguinte na posse dos leprosos da cidade, cujo hospital, Hospital e Gafaria de São Lázaro, para aqui foi transferido no início do século XIV. Este hospital, instituído por D. Afonso II, estava até aí instalado na Alcáçova, junto do antigo Paço Real, local do qual se retirou devido a uma contenda judicial com os cónegos de Santa Maria da Alcáçova. A capela manter-se-ia na posse da Gafaria até 1611, quando o Hospital e todo o seu património passaram a ser administrados pela Santa Casa da Misericórdia.
Quando ainda se encontrava sob administração da Gafaria, a capela sofreu algumas alterações que modificaram a sua primitiva traça gótica, tendo sido definidas a planta de nave única e a cabeceira abobadada em dois tramos. Foram também encontrados alguns vestígios da uma intervenção quatrocentista, que em termos estruturais terá resultado numa provável ampliação do espaço e, segundo alguns autores, na alteração do arco triunfal e da abóbada da capela-mor.
De particular relevância são as duas grandes campanhas do século XVI. Da primeira, manuelina, resultou o belo nicho de recorte mudéjar, com imagem quinhentista da Virgem, e talvez uma porta lateral em arco trilobado. Na mesma altura fez-se sepultar, em campa rasa brasonada, o cavaleiro Duarte Sodré, vedor de D. Manuel. Das restantes intervenções quinhentistas, de meados do século resultou a construção do alpendre corrido, ocupando duas fachadas da capela, a sul a e poente, e abrindo para o portal principal, substituído alguns anos mais tarde (de 1548 a 1553), em campanha patrocinada por D. Lopo de Sousa Coutinho, provedor da Misericórdia. Ainda no mesmo século, em 1555, houve lugar para a reforma promovida por outro provedor do Hospital, Aires Lopo de Sequeira, construindo-se o portal sul e os assentos do coro, de gosto maneirista. Já sob a administração da Misericórdia, em 1623, foi executado o púlpito e os revestimentos azulejares seiscentistas em lambril.

[editar] Arquitectura e Arte


Interior da capela.
Na fachada norte, abre-se uma edícula de arco gomado e golpeado, sob pequenas colunas capitelizadas, preenchida com uma escultura de pedra, quinhentista, que representa a Virgem. Esta fachada é rasgada ao centro por um pórtico trilobado. Quer a fachada oeste, quer a posterior, são rasgadas por pequenas rosáceas, sendo a primeira das fachadas em empena, encimada por uma cruz em pedra. O alpendre é constituído por uma série de elegantes colunas com capitéis compósitos, de longas folhagens sobrepujadas por ábaco com volutas e cabeças de anjos, florões ou grifos, revelando conhecimentos de fórmulas clássicas da Renascença italiana, bem como a influência particular da obra de João de Castilho.
O interior é de uma só nave, encontrando-se o corpo da sacristia adossado ao lado norte da capela-mor. As paredes da nave são corridas por um silhar de azulejos seiscentistas, do tipo padrão. Da construção quatrocentista subsistem o arco triunfal, de ogiva, e a abóbada da capela-mor, de dois tramos separados por ogiva de aresta viva. Na parede do lado do evangelho rasga-se uma porta gótica que dá acesso à sacristia. O coro, que ocupa a largura do corpo da capela, é sustentado por colunas clássicas de capitéis jónicos. Junto da escada, encontra-se uma pia de água benta do século XV.
Da parede do lado da epístola, pende um painel sobre madeira, do último terço do século XVI, no qual figura a Anunciação. Esta obra maneirista é atribuída a Ambrósio Dias, o Mestre da Romeira, pintor regional de grande prestígio estabelecido em Santarém. A capela conta ainda, no seu acervo, com duas esculturas em madeira do século XVII, ambas policromadas: Nossa Senhora da Piedade e uma Virgem com o Menino.
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