sexta-feira, 1 de novembro de 2013

RENOVAR.............FOI PRECISO!!!

ESCOLHI ESTA FOTO DO FORNO DO PADRINHO AMADEU PORQUE FAZ PARTE DA MINHA INFÂNCIA, DA MINHA MOCIDADE, OU DE TUDO O QUE FICOU PARA TRAZ. 


O FORNO DE CAL, DO PADRINHO AMADEU
Tinha eu apenas sete anos, e já vinha para a escola de Atalaia, e tinha de caminhar três km, desde a Ponte do Celeiro, onde ainda não havia escola, e que viria abrir uma provisória, só no ano seguinte, quando eu já estava na segunda classe.
Até aí, todas as crianças em idade escolar, eram distribuídas por três escolas, a das Fontainhas, onde andava a Ermelinda e a Olívia, e creio até que a Florinda da Quinta do Cordeiro, a da Povoa da Isenta, onde andava a Isabel, e todos as outras crianças, tal como eu e minhas primas, e ainda as do Cabeço de Almodolim, vinham todos para Atalaia.
Certo era que, esse caminho dos três km, não nos custava muito a percorrer, vínhamos andando e brincando, saiamos cerca de uma hora antes para fazermos esse caminho, sem relógios, sem telemóveis, sem nada que indicasse aos nossos familiares, de que tudo estava bem, e era assim que desde as oito da manhã, até pelo menos às quatro da tarde, ninguém sabia de nós nem como estávamos.
Este relato serve apenas para fazer comparações, com os dias de hoje, e ainda para vos contar e mostrar, um pouco da história deste forno de cal, do qual vos mostro aqui os seus restos, fotografados á poucos dias atrás.
Fica na beira da estrada, por onde eu passava todos os dias, e lembro me do seu funcionamento, do fumo a sair de suas entranhas, um dia perguntei a minha mãe, como é que tudo aquilo funcionava, até a cal ficar em pedra branquinha, que depois o dono do forno ia vender numa carroça, de terra em terra, minha mãe explicou.
O dono do forno, ia buscar uma camioneta velha carregada de lenha, que ia queimar dentro forno para o seu aquecimento, não sei dizer bem quais eram os passos a seguir, mas sei que as pedras, vindas das pedreiras, existentes ali por toda aquela charneca, e colocadas na medida certa, numa câmara onde apanhavam todo o calor, também ele com conta e medida, para sair as pedras branquinhas, mas inteiras, depois do tempo adequado para a sua cozedura.
O padrinho Amadeu, como era conhecido na casa do meu pai, pois era mesmo seu padrinho, era o dono do forno, e a pessoa que o fazia funcionar, e vender depois o produto ali transformado.
Depois era a cal caldada com água, eram colocadas umas pedras de cal, dentro de um grande caldeirão, começava por ferver sem ter lume, nem outro qualquer aquecimento, desfazia num grosso polme, e sempre bem mexida com um grande pau, para ficar bem na distância, e não queimar algum pingo quando saltava na fervura.
Era com esta cal, que se caiava tudo, todas as paredes, por dentro e fora da casa, em todas as aldeias, deixando tudo bem branquinho, de ar bem limpinho, quando ia chegar o Verão todas as pessoas da aldeia faziam brio, em caiar todas e qualquer parede, sempre com cal, pois não havia tintas.

 FOTOS E TEXTO DE LÍDIA FRADE


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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

POESIA E IMAGEM, CONFISSÕES E AFIRMAÇÕES DE UMA RIBATEJANA!!

FOI PARA UM JORNALINHO INFORMATIVO DESTA PARÓQUIA DE ALMOSTER QUE, ESCREVI ESTE POEMA ALGUNS ANOS ATRÁS, HOJE AQUI FICA PUBLICADO IGUALMENTE, MAS COM UMA MAIOR EXPANSÃO, A INTERNET.



POEMA IMAGEM E COMPOSIÇÃO DE LÍDIA FRADE

ESTE UM POEMA DE AFIRMAÇÃO DE VERDADES, DA MESMA ÉPOCA  ESCRITO  POR ESTA RIBATEJANA E  PUBLICADO NO MEU SEGUNDO LIVRO DE POESIA!

POEMAS IMAGENS E COMPOSIÇÃO DE LÍDIA FRADE


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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ARROZAIS DO RIBATEJO+++ PELAS ESTRADAS E CAMINHOS DO RIBATEJO

ROLANDO PARA SUL DO RIBATEJO, PELA MARGEM ESQUERDA DO TEJO FOMOS CAPTANDO ALGUMAS IMAGENS QUE AQUI VOS DEIXO.

OS ARROZAIS IAM APARECENDO, NÃO SENDO COM AS MELHORES IMAGENS, FICOU REGISTADA A PASSAGEM.

PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO FOMOS PASSANDO POR MUGE, MARINHAIS, SALVATERRA, BENAVENTE, PORTO ALTO DIREÇÃO A LISBOA OU MELHOR, PONTE VASCO DA GAMA.

OS PAÚIS DE ARROZ TEM MUITO A VER COM AS MINHAS ORIGENS.


MONUMENTO DE HOMENAGEM, SEJA A QUEM FOR.... AO TOURO, CAVALEIRO, OU CAVALO!!!

FORCADOS
Homens de bravura
Que testam limites,
Calçam meias de candura
Gravatas fazendo convites
E cinta vermelha segura,
Calções que moldam os corpos.
Casacas floridas de amores
Barretes, sobre os olhos sedutores
Batidas de tacão, em praça de areia
Aos olés respondem, cornos em tareia.
É o touro traiçoeiro, que esconde as intensões
Praça palpitante ao rubro, contendo as emoções.
São pegas de caras, bem duras
Ou cernelhas, se o touro o obriga
O prazer da música, em volta de arena
Recompensa de todas as loucuras
É seguir de coração, a tradição antiga
Com garra, desprendimento, que faz valer a pena
O SER FORCADO, DE TRADIÇÕES E BRAVURAS!!!
LÍDIA FRADE


O GADO  BRAVO OU NÃO, TODO O RIBATEJO TEM. 








OS NINHOS DE CEGONHAS SEMPRE MARCAM PRESENÇA PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO

FOTOS E POEMA DE LÍDIA FRADE

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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO+++ PASSANDO A PONTE SALGUEIRO MAIA+++ NUMA VISITA Á CASA AGRICOLA CASAL BRANCO!!!

PASSANDO NA PONTE SALGUEIRO MAIA, OLHAMOS SANTARÉM ALTANAIRA.

AQUI A PISTA DO AERÓDROMO DE SANTARÉM, QUASE NA VISTA RASANDO A PONTE.



UMA PONTE IGUAL A MUITAS OUTRAS POR ONDE PASSAMOS.


 É O RIO TEJO COM O SEU CAUDAL UM POUCO BAIXO, DADO QUE ATRAVESSAMOS O VERÃO, MAIS DOIS OU TRÊS MESES E ESTARÁ BEM MAIS CHEIO.



 CHEGAMOS ONDE NOS LEVAVA ESTE NOSSO PASSEIO, UMA GRANDE QUINTA, CASAL BRANCO, LOCAL TURÍSTICO VISITADO PELOS INTERESSADOS DO TURISMO RURAL, OU COMPRAS DE PRODUTOS DA TERRA.

 FOTOGRAFEI PARA VOS MOSTRAR, E PUBLICITAR TAMBÉM POIS Á ALI QUE TRABALHA UMA PESSOA QUE ME É MUITO QUERIDA.
 A HORA DE ALMOÇO ESTAVA A CHEGAR E ERA NOSSA INTENÇÃO IRMOS ALMOÇAR A ALMEIRIM, TAL COMO FIZEMOS.
NESTAS ADEGAS O VINHO JÁ IA FERMENTANDO, POR TODO O LADO QUE ME APROXIMAVA CHEIRAVA A MOSTO EM FERMENTAÇÃO.


LINDO CANTEIRO DE HORTÊNSIAS JÁ COM AS LINDAS CORES PERDIDAS NO TEMPO.

AQUI UMA INSCRIÇÃO QUASE CENTENÁRIA DA ADEGA ANNO DE 1817 SE NÃO ESTOU ENGANADA E OS NINHOS DE ANDORINHAS QUE FAZEM PARTE DO CENÁRIO!!!



APANHEI ALGUMAS DESTAS BOLINHAS POIS GOSTO DE AS APLICAR EM ALGUNS DOS MEUS TRABALHOS ARTESANAIS!!!

FOMOS ATÉ ALMEIRIM ALMOÇAR, E RECOLHI ESTA FOTO DE UM PRÉDIO COM ALGUMA BELEZA ARQUITETONICA E REVESTIDO A AZULEJO.


OUTRO QUE NA SUA SIMPLICIDADE, REALÇA PELO PORMENOR DA ENTRADA,E TODO O TELHADO!!! 

ALMOÇAMOS POR AQUI, SERVIU OS NOSSOS OBJETIVOS NÃO SENDO DOS MELHORES.

ESTA A FOTO POSSÍVEL DE VOLTA Á QUINTA, APENAS ESTAS DAS MÚLTIPLAS ESTUFAS, DA QUINTA.

MEU PAI

Homem feliz,
Na procura dos caminhos vida
Na procura do ter
De ser
De figura garbosa e desinibida,
Meu pai, alegria de viver,
Na procura da liberdade
De uma época… machista
Em caminhos de vaidade
Numa onda insegura e idealista.

MEU PAI

Que incendiaste
De quantas mulheres, os corações
Que usaste ou alegraste,
E até deitaste, em camas de ilusões
Que te seguiram e amaram
Que se perderam, e te perderam
Por esse riso trocista, indecifrável
Por esse ser, enigmático
Mas possivelmente, amável.
È POR ESTE PAI!!!

De um amanhã sonhador
Sem idade, e sem barreiras
A que a vida, não poupando
Te traz a angustia e a dor

PARA TI PAI!!!

AS MINHAS PALAVRAS DE AMOR!!!


LÍDIA FRADE

ESTA FOTO É APENAS UMA FOTO REAL DAS MINHAS LEMBRANÇAS DE MENINA.
UMA ALFARROBEIRA, ALI NA ENTRADA DO CASAL BRANCO, EU QUE ADORO ALFARROBA, SÓ PELAS LEMBRANÇAS DE CRIANÇA.
ERA UMA VEZ UMAS CRIANÇAS, TODAS RAPARIGAS, TODAS PRIMAS QUE, NOS ANOS SESSENTA DO SÉCULO CONVIVIAM COM MUITOS ANIMAIS, NA FAZENDA ONDE MORAVAM, ENTRE ELES AS VACAS, ESSAS VACAS TINHAM NA SUA ALIMENTAÇÃO, QUANDO HAVERIA POUCA COMIDA NA FAZENDA, NOS TEMPOS SECOS, E QUANDO TINHAM FILHOTES, TINHAM UM SUPLEMENTO ALIMENTAR QUE ERA UMA PALHADA, QUE CONSISTIA EM PALHA DE TRIGO MOLHADA EM ÁGUA UM POUCO QUENTE, QUE DEPOIS DE DEMOLHADA, SE SALPICAVA TODA NUMA MANJEDOURA, COM UMA MISTURA DE SEMEAS OU SEMOLA,    DE TRIGO MISTURADAS COM FARINHA DE ALFARROBA, CHEGAVA ATÉ Á FAZENDA EM SACAS DE LINHAGEM DE CINQUENTA QUILOS, ERA A RAÇÃO PARA O GADO, MAS QUE NÓS CRIANÇAS, RETIRAVA-MOS OS PEDACINHOS MAIORES DAS ALFARROBAS MAL TRITURADAS, ADORAVA-MOS COLE-LAS, ERAM DOCES E GOSTOSAS, ASSIM DEPOIS DE SECAS.   

LINDA ÁRVORE FLORIDA NUM RECANTO DA QUINTA.


PODEM VISITAR, DESFRUTAR, COMPRAR OS SEUS PRODUTOS OU SIMPLESMENTE PROVAR!!!

FOTOS DE LÍDIA FRADE

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

AS LINDAS E DOCES ABÓBORAS DO MEU QUINTAL RIBATEJANO

O MEU ELEIO TEM CRESCIDO MUITO BEM, JÁ VAI ENROLANDO NO ALPENDRE, ADORO AS FLORES DESTE ELEIO MAS....AINDA NÃO ME DEU O PRAZER DE ME DEIXAR ENCANTADA COM ELAS, VOU ESPERANDO!!!


O MEU LAGUINHO JÁ ESTÁ BONITINHO E CHEIO DE VIDA , JÁ LÁ TEM ONZE PEIXINHOS MAS NÃO SE MOSTRAM MUITO PARA A FOTO. 


AS MINHAS FLORES DE OUTONO

AS FLORES DA MINHA VARANDA TAMBÉM ESTÃO BONITAS, ESTA JÁ FAZ SOMBRA DE MANHÃ A AVÓ JÚ.

O CANTINHO DAS MINHAS ABÓBORAS.

AS MINHAS FLORES DE OUTONO







Como tenho muitas abóboras no meu quintal Ribatejano resolvi colocar aqui umas ideias que podem aproveitar nesta época em que estes legumes são muito baratos e de época.

  1. Descasque a abóbora, corte-a em cubinhos e coloque os cubinhos num tacho.
  2. Junte o açúcar, os paus de canela, o sumo de laranja e a casca de limão.
  3. Leve ao lume a cozer até a abóbora ficar completamente cozida (30 a 40 minutos). Vá mexendo de vez enquando enquanto o doce coze.
  4. Retire do lume, retire o pau de canela e a casca de limão, triture o doce com uma varinha mágica (há quem goste do doce não triturado). Leve novamente ao lume brando apenas para apurar e ficar com a textura pretendida.
  5. Deixe arrefecer e guarde em potes de vidro.
  6. Acompanhe com queijo fresco e tostas.




Sopa de ABÓBORA

ingredientes:
800G DE      ABÓBORA LIMPA DE SEMENTES E FIOS E SEM CASCA
ÁGUA
1 BATATAS
3 ALHOS FRANCES (APENAS A PARTE BRANCA)
2 CENOURAS
1 TOMATE
4 COLHERES DE SOPA DE AZEITE
SAL




      



Preparação:
Nada mais fácil! Coloca-se numa panela, a abóbora, o alho francês lavado e cortado em pedaços, a batata descascada e cortada, o tomate e as cenouras descascadas e cortadas também. Cobre-se com água e deixa-nta-se o azeite e se cozer até a cenoura (legume mais rijo) estar cozinhada. Nessa altura, passa-se com a varinha mágica. Esta é a altura ideal para adicionar água, para que a sopa adquira a espessura que preferir. Acresceo sal, e leva-se ao lume a ferver mais uns 5 minutos, até o sal dissolver.
Nas sopas, o azeite deve ser sempre acrescentado no final, pois a fervura retira-lhe as melhores propriedades. Pode também, acrescentar várias outras coisas a partir desta etapa, e fazer outro sem número de sopas: ervilhas, couve, feijão verde, grão de bico, feijão cozido, etc...
RECEITAS RECOLHIDAS NA NET

PETISCOS.COM

LÍDIA FRADE

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

UMA OFERTA DE HOMENAGEM A VILA NOVA DO COITO, AQUI NO MEU BLOGUE E



Concorrendo o 1º ano com a canção, “Janela Pau de Pinho” e no 2º ano com a canção “Rita da Carcanhola” das quais aqui vos deixo as letras, para uma futura memória


 POESIA E DANÇAS POPULAR COM RECOLHA COMPOSIÇÃO, FOTOGRAFIA DE LÍDIA FRADE!!!