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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO+++++ EM RÁPIDO PERCURSO AS TRÊS IGREJAS COM QUE NOS CRUZAMOS+++++ENTRE ELAS UMA COM UMA LENDA DE MALDIÇÃO CONTADA PELA MINHA AVÓ!!!

OLÁ AMIGOS, AQUI ESTOU DE NOVO......E....... COLOCANDO COISAS NOVAS NO MESMO POST.
POIS PENSEI SEPARAR ESTAS FOTOS E COLOCAR SEPARADAS EM DOIS POSTSTS MAS......CHEGUEI Á CONCLUSÃO DE QUE, PARA ALEM DE QUEBRAR O ENCANTO DESTAS FOTOS E NÃO SÓ......ACABEI POR ENRIQUECER ESTE QUE JÁ ESTANDO LINDO FICOU FABULOSO, E MUITO MAIS INTERESSANTE PARA VER E REVER TODO ESTE TRABALHO, QUE DE MEU PRAZER, ESTÁ AO VOSSO INTEIRO DISPOR AGRADECENDO DESTE JÁ AS VOSSAS APRECIAÇÕES COMENTADAS!!!
BEIJINHOS LÍDIA



NAS MINHAS FUGIDAS DAS 3ª FEIRAS, ATUALMENTE SÓ UMA MANHÃ, POR ALGUM MOTIVO BUROCRÁTICO TENHO DE RUMAR Á MINHA CIDADE, ASSIM APRESSADAMENTE ACONTECEU NA ULTIMA 3ª, CONTUDO NEM A MINHA COMPANHEIRA ESTAVA PRONTA A COLABORAR, ASSIM VOS DEIXO AS FOTOS DO MARIDÃO, PAULO OLIVEIRA QUE FOTOGRAFOU PARA MIM, E PRINCIPALMENTE PARA O MEU ESPAÇO, PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO.





A SÉ PATRIARCAL JÁ DE OBRAS TERMINADAS NOS OFERECEU A SUA FACHADA LIMPÍSSIMA, PENA FOI VER O CORAÇÃO DA CIDADE DE SANTARÉM ÁS 11 HORAS DA MANHÃ COMPLETAMENTE DESERTO, MOSTRANDO ASSIM A VIDA REDUZIDA NAS RUAS DA CIDADE.
SÓ NAS FINANÇAS ONDE OBRIGATORIAMENTE TIVE DE ME DESLOCAR ESTAVA MUITA GENTE.



ARQUITETURA E CIDADE QUE FOI LINDA!



MINHA NOITE, MEU DIA
RIBATEJO

 Rolando na estrada atenta
Desfaço a distância que resta
Da minha casinha modesta
Na aldeia, que espera e acalenta
Meus sonhos de um dia voltar
Que hoje eu procuro acertar
Num dia de folga, apenas
Faço acrescentar o meu tempo
Na noite que oferece mecenas
Ao meu descansado alento,
Já noite, a reconfortante calma
Do pequeno quarto, onde me deito.

E quando desperto renovada, como a aurora,
Onde escuto os cães vadios,
Guardiões do nada em alerta,
Refletem os movimentos,
Anunciam, a manhã que desperta,
Com um incessante pilpirrear, em crescente
Dos passaritos, que saúdam quem lá mora
Ali por perto, as rolas nas oliveiras,
Me encantam com seu arrulhar  
E na saudade, deste meu estar ausente
Eu vou pensando, saboreando,
Cada momento do presente,
Eu vou apreciando a minha vida,
E tudo o que nela conto, nesta hora.

Um pouco mais, e já o sol está a raiar
Um pouco mais, já eu me vou levantar
Abrindo as minhas portas, par a par
Eu olho o céu, saúdo a minha manhã
As minhas plantas do quintal, eu vou espreitar
Nas orvalhadas, refresco-me em vida sã
Com as minhas mãos na terra,
Arranco urtigas, e muitas ervas daninhas,
Que crescem assim sem parar.

Meus lírios brancos floriram,
Mostrando o chegar, de radiosa primavera,
E as minhas camélias brilhando,
Entre gotas e pérolas de orvalho,
Na linda cor, de rubra e madura romã,
Voam as flores dos pessegueiros,
Voando… como se fossem leve quimera.


Giestas, alecrins e rosmaninhos,
Entregam-se, ás abelhas em seu afã
Os legumes, em canteiros alinhados,
Crescem, em cada semana a passar,
Amadurecem, pelos meus carinhos afagados.

E mal começou, ou bem começou meu dia,
Em pequeno-almoço de doces aromas
Nos pequenos mimos, de um dia especial
Na saudação a quem está próximo, em alegria
Ou alguém anónimo, encontrado ao caminhar,
Nas fotos que se fazem, para um dia recordar.
Já a fogueira que se ateia, para o churrasco fazer,
Com a mesa no alpendre, para ali mesmo comer
Os tomates e alfaces, ainda na terra a crescer
No meu quintal de regalos, que eu olho com prazer.

O repasto de um almoço, bem diferente e prazeroso,
Onde se integra a diferença, de mais sabor e odor
Onde o descanso da sésta, e num relaxe amoroso
Vai chegando a tarde calma, em passeio de namoro
Vai assim fugindo a folga, no seu sentido valor
Chega a hora de pensar, no regresso á cidade
Já são horas do jantar, pois já está a anoitecer
Hora ainda para pensar, sentindo alguma vaidade.
E nesta avaliação total, pode até haver cansaço!...
A fasquia ficou alta, de tudo o que quero fazer
São dias num caminhar, atrás de um, outro passo
Atrás da noite, outro dia, vivido com muito prazer.

Lídia Frade



 UM POEMA DE LÍDIA FRADE


 ATRAVÉS DOS TEMPOS, ANTIGAS, BELAS E ESQUECIDAS RIQUEZAS DA LINDA CIDAD!!!E DE SANTARÉM

OLHANDO OS CÉUS DA NOSSA CIDADE ANTIGA



AS ÁRVORES DÃO BELEZA FLORIDA EM COR DE ROSA NA PRAÇA DO VISCONDE DA SERRA DO PILAR! 

A IGREJA DE MARVILA NOS DEU ESTA LINDA IMAGEM!

NO SEU PÓRTICO MANUELINO E TODO O SEU ENQUADRAMENTO NOS MOSTRA A SUA BELEZA E ELEGÂNCIA!


ESTA A 3ª IGREJA DO NOSSO CAMINHO PARA MIM A MAIS MÍSTICA ENGLOBADA EM UMA LENDA QUE ME CONTAVA A MINHA AVÓ.
DURANTE MUITOS ANOS E DESDE QUE EU ERA PEQUENA QUE ACOMPANHAVA A MINHA AVÓ A ALGUMAS IGREJAS DE SANTARÉM, NESTA NUNCA ENTRAMOS, EU PERGUNTAVA PORQUÊ? A RESPOSTA ERA ALGO CONFUSA POR ALGO QUE ALI DENTRO SE TINHA PASSADO E, QUE DEU ORIGEM AO SEU FECHO POR COMPLETO, NÃO HAVIA SERVIÇOS RELIGIOSOS, E PARECE QUE NEM SE ATREVIAM A ENTRAR LÁ DENTRO.
CINQUENTA ANOS PASSADOS PELA MINHA VIDA, E DA DITA IGREJA, ALGUÉM QUEBROU O ENGUIÇO, LEVOU OBRAS, E JÁ TEM SERVIÇOS RELIGIOSOS E ATÉ VISITAS!!!
EU AINDA NÃO ENTREI LÁ...... PODE SER QUE UM DIA COM TEMPO, A CURIOSIDADE VENÇA AS CRENÇAS QUE A MINHA AVÓ ME TRANSMITIO EM CRIANÇA!! 



ESTE LINDO PRÉDIO ESTÁ TODO DE PORTAS FECHADAS MAS COM UMA DECORAÇÃO MUITO INTERESSANTE QUE LHE DÁ VIDA, LEMBRO-ME QUE EM TEMPOS FOI UMA ESPÉCIE DE GALERIA DE MODA, VÁ RIAS LOJAS NOS SEUS TRÊS PISOS, HOJE CREIO QUE NÃO É MAIS NADA PARA ALEM DO QUE VOS MOSTRO, QUE APESAR DE TUDO TEM UMA LINDA IMAGEM DE VIDA......MAS ARTIFICIAL! 




E AQUI FICA A DINÂMICA PROGETADA NESTA FACHADA DE UM DOS PRÉDIOS MAIS EMBLEMÁTICOS DA CHAMADA RUA DIREITA, DA CIDADE DE SANTARÉM, BEM ANIMADORA DO SEU AMBIENTE QUASE SEM VIDA!!! 


AS RUAS RUELAS E BECOS DA ANTIGA MOURARIA!

UMA MOSTRA DE AZULEJO ANTIGO EM QUE SANTARÉM É MUITO RICA!

FOTOS DE PAULO OLIVEIRA



sexta-feira, 18 de abril de 2014

CEGONHAS RIBATEJANAS++++ PELOS CAMINHOS DA PONTE DA ASSECA++++ SANTARÉM

UM DOS MEUS CAMINHOS RIBATEJANOS É NORMALMENTE A ÁREA COMERCIAL DE SANTARÉM, E DE REGRESSO VAMOS FOTOGRAFANDO ALGUMAS COISAS DE INTERESSE PARA VOS MOSTRAR AQUI NESTE MEU ESPAÇO, AGORA QUE O TEMPO JÁ VAI PERMITINDO!!! 

DEPOIS DAS COMPRAS, DESCEMOS PELA ESTRADA NACIONAL A CAMINHO DO VALE DE SANTARÉM, POR AQUI AVISTAMOS ESTAS ÁRVORES NOS CAMPOS DA PONTE DA ASSECA, E SÃO MAIS QUE MUITAS AS CEGONHAS E OS NINHOS, NÃO TENHO DUVIDAS QUE FAZEM DESTE ESPAÇO A SUA HABITAÇÃO!!! 

NESTA QUINTA EU FOTOGRAFO TODOS OS ANOS OS SEUS NINHOS!!!



SEGUIMOS........... ATRAZ VEM MAIS CARROS, NO CRUZAMENTO QUE SE APROXIMA VIRAMOS PARA A ESTRADA DA PÓVOA DA ISENTA!!!


PARA MIM, NESTA ÉPOCA EM QUE ESTÁ TUDO VERDINHO, TODAS AS PAISAGENS SÃO LINDAS PARA FOTOGRAFAR, SUBIMOS CERCA DE TRÊS KM, POVOA DA ISENTA FICA MESMO LÁ NO ALTO.


AQUI POR ESTES CAMPOS E QUINTAS FOI ONDE EU COM TREZE ANOS ME INICIEI A TRABALHAR AO LADO DA MINHA MÃE ASSIM COMO OUTRAS MULHERES E HOMENS, A GANHAR UMA FÉRIA, COMO SE DIZIA NO CAMPO.......OU ORDENADO, QUE RECEBIA SEMANALMENTE.
NESTES TERRENOS, APANHEI VIDES, DEI ÁGUA Á CURA, MONDEI TRIGO, E APANHEI AZEITONA, COM MUITO ORGULHO DE RIBATEJANA POBRE, MAS ALEGRE E SEM LAMENTOS OU LAMURIAS, FIZ MUITAS OUTRAS COISAS NO MEU PERCURSO DE VIDA E TRABALHADORA, HOJE CONTINUO ATIVA EM ÁREAS BEM DIFERENTES!!!

JÁ QUASE NA NA SAÍDA DA POVOA DA ISENTA, E MAIS UMAS FOTOS AOS CASAIS DA SENTIEIRA COM ESTE LINDO PRADO DE FLORES AMARELAS.   

MAIS AO LONGE SERÃO TALVEZ MALMEQUERES SELVAGENS QUE ABUNDAM POR ESTAS TERRAS, AQUI EM PRIMEIRO PLANO SÃO FLORES DE INECHAS!!!

DESPEÇO-ME COM AS IMAGENS DESTA VEZ DE PAULO OLIVEIRA, MEU MARIDO!!!


quarta-feira, 26 de março de 2014

IV ENCONTRO DE POETAS DA NOSSA TERRA+++++ SANTARÉM BIBLIOTECA BERNARDO SANTARENO!

A CONVITE DA ORGANIZAÇÃO ALI ESTIVERAM PRESENTES UM GRANDE GRUPO DE POETAS RIBATEJANOS, NOS QUAIS ME INCLUO E A QUE NÃO PROCURO SEMPRE ESTAR PRESENTE, PELO CONVÍVIO E AFIRMAÇÃO DE RIBATEJANA.


FOI-NOS PROPOSTO UM TEMA, COMEMORAÇÕES DOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL, COMEMORANDO IGUALMENTE O DIA MUNDIAL DA POESIA!!!





RESPOSTA…. PARA ARY DOS SANTOS
 ÀS PORTAS QUE ABRIL ABRIU!

                                   Continua a ser país                                        
Sem guerras, ou dimensão!
Apenas é nossa raiz
E nosso querer de coração
Beiras de terra, ou beiras de mar
De sobredos e enredos
Com os mesmos socalcos e atalhos
Veredas que nos dão medos,
Sem indústrias, sem trabalhos
Sem o verde das searas
Dos montes só as queimadas,
Que de negro se vestem enseadas.
Nos rios já não se miram…
Mais… com desespero se atiram
E se o sustento lhe retiram
Pagam caro…com vida e ais,
E não tendo tempo p,ra mais,
Hoje só têm uma certeza!
Não sabem… nem vão comparar!
Mas não ter… com que comprar
Foi passado, é o presente, foi pobreza
Mas continua a ser tristeza.
Era uma vez um país
Que de longe, é nossa raiz
Que continua a contar
O pão que não tem para dar
Pelas ordens… do não semear.
Que já não vive algemado
Mas proibido de pescar
Num país que só tem mar
E tudo o que o serve, confiscado
Parado, e servilmente roubado.
Era e é, uma vez um país
Onde as minas se fecharam
Os olivais se arrancaram
Os subsídios se instalaram
Onde a palavra explorado
Deixou de ser, do desgraçado
Passou a ser, do tributado
Que pode não dormir com o gado
Mas corre o risco de o ser
Confiscado, despojado
Se não chegou, seu contributo
Para os que comem calados !!!

Era uma vez um país
De tal maneira explorado;
Foi nos tempos do passado!?
E hoje?.... digam vocês!?
As multis desapareceram
Sem motivo ou explicações
Foram os monstros que açoitaram
As hienas que assaltaram, que roubaram
Sonhos e alegrias, e pulsar de muitos corações.

É desta vez um país
Onde desemprego é a chaga
Com idas e vindas de esperas
Das esquinas e das praças sem feras
Em Centro de Empregos sem sonhos
Onde o nosso sol, que ao despontar aquece
As filas… de quem já se conhece
Este povo desiludido e sem garra
Que já nem á luta se amarra
Que já não quer carregar,
As tais sete pedras na mão,
Nem a poesia, 
De uma pedra de lua
No lugar do coração.

Nesta terra, e neste chão
Já ninguém é amigo, ou irmão
Não comem da mesma ração
Não dormem na mesma cama….
Nem comem do mesmo pão,
Mesmo que assim seja o querer
Aqui… já foi um chão que deu uvas
Do antes quebrar que torcer,
Já fúria de viver,
Neste país, sempre a minguar
De espingardas em mãos erradas
Doutores…que o são…. a favores,
Que não conhecem terra, o arado, ou enxadas.
Se Portugal renasceu
Também governou quem quis!
Passou assim, por mãos estranhas
Sem convencer a raiz,
Este povo que se curvava,
E que vivia infeliz,
Passou a moldar suas manhas
Também quis, ser burguesia
Acenaram-lhe com notas
Com cartões de mais valia
E se agora, ninguém mais cerra,
As portas que abril abriu,
Vão aproveitar as rotas
Que a Europa permitiu,
Vão ao trabalho os ganhões
Por aqui… nem vão sobrar as pensões,
Á pedreiros sem patrões
E muitos que nem profissões.
Que a história… o irá contar!
E neste país de poetas
Nem Ary, se ia lembrando,
Que as portas que Abril abriu
Também nos roubava metas
O progresso nos fugiu
Com juventude, são vidas incertas
E tudo se consentiu.
E as portas que abril abriu
Caíram apodrecidas
Viciadas, inchadas, esvaídas,
Deixaram, de haver fascistas
Mandam mais, os agiotistas,
Mas este povo está mole
Come piza… e apanha sol!

Quem vai lutar por um País?
Que é chão nosso de raiz,
Onde a indiferença é o mote,
Estamos entregues á má sorte,
Uma alcateia de cães danados
A que dão tréguas desarmados
Alguns ninhos de serpentes
Neste nosso chão ardido
Onde não, germinam sementes
Num Estado de confusões,
O que o futuro nos vai dar
Serão uns bons trambolhões.

São horas de voltar á terra
Que é a barriga da mãe
Hora de voltar ao mar também,
E se houver gente semente
Bem firme, e de boa casta,
Venham todos, de todos, basta
Organizem-se, e façam querer
Chegou o dia de correr
Com a escumalha organizada
Hoje… já nem fazem promessas,
Pois foram armas, de arremessas
Atiradas ao calhar
Hoje ninguém mais, vai acreditar.

 POEMA DE LÍDIA FRADE