ESTE POEMA FOI ESCRITO NA CHARNECA RIBATEJANA, HOMENAGIANDO OS CAVADORES DOS ANOS 60!!!
CAVADOR QUE ME DEU VIDA
A vida que passou, hoje é lembrada
Por essas letras, que ele não sabia ler
São a homenagem a uma geração passada
Que me criou, e que eu amo a valer.
Ao sol ardente, puxando pela enxada,
Faziam coro, numa cantada lenta.
O cavador fazia a sua toada
Cortava a terra, e a deixava desfeita.
Pelas encostas o seu eco se ouvia
Na raiva surda, de uma vida tão amarga…
Vales profundos…
Sua força se perdia, pelo pão da vida
E pelos seus que tanto amava.
O suor que lhe correu, secou seu rosto
Rugas profundas, como na terra ele rasgou,
Amor de filho, à mãe, com tanto gosto…
À terra mãe, que na morte o embalou.
















