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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CAVADOR QUE ME DEU VIDA!!!

ESTE POEMA FOI ESCRITO NA CHARNECA RIBATEJANA, HOMENAGIANDO  OS CAVADORES DOS ANOS 60!!!


CAVADOR QUE ME DEU VIDA

A vida que passou, hoje é lembrada
Por essas letras, que ele não sabia ler
São a homenagem a uma geração passada
Que me criou, e que eu amo a valer.

Ao sol ardente, puxando pela enxada,
Faziam coro, numa cantada lenta.
O cavador fazia a sua toada
Cortava a terra, e a deixava desfeita.

Pelas encostas o seu eco se ouvia
Na raiva surda, de uma vida tão amarga…
Vales profundos…
Sua força se perdia, pelo pão da vida
E pelos seus que tanto amava.

O suor que lhe correu, secou seu rosto
Rugas profundas, como na terra ele rasgou,
Amor de filho, à mãe, com tanto gosto…
À terra mãe, que na morte o embalou.

 POEMA LÍDIA FRADE em UMA PEDRA no CHARCO Refugio

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

SANTARÉM CIDADE ANTIGA






SANTARÉM

CIDADE ANTIGA               3º Lugar de letra e musica
                                               Concurso VAMOS CANTAR 

Santarém, cidade antigo
Eu vejo em ti mocidade
Um dia talvez te lembre
Com saudade
Becos, vielas escondidas      
Pedras lisas que pisei
Velha Fonte das Figueiras
Que tanto dela gostei.

Tens nomes de ruas
Que são expressões de um povo
Beco das Atafonas
Que um dia foi novo
Escadinhas do Milagre
Lembranças tão belas
Dos meus verdes anos
Sempre quero telas.


Talvez uma formosa
Que seu nome deixou
Na travessa da Mónica
Que alguém adorou,
E para descansar
O teu corpo dorido
Na rua das Esteiras
Tiveste um amigo.


Em tua simplicidade
Travessa dos Tanoeiros
Porque te deram tal nome
E também aos Pasteleiros,
Foi lembrando alguém
Que um dia foi querido
Travessa das Figueiras
Orgulho de povo antigo.

 LÍDIA FRADE

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ORGULHO DE UMA RIBATEJANA!!! PAREI, OLHEI ALMOSTER!!!

PARA ALEM DE ENRIQUECER MAIS UM POUCO ESTA PÁGINA COM AS FOTOS DO CONVENTO DE ALMOSTER, TAMBÉM AS ORNAMENTEI COM ALGUNS DOS MEUS POEMAS QUE LHES SÃO DEDICADOS!!!

FOTOS POEMAS E COMPOSIÇÃO DE LÍDIA FRADE!!!










PAREI, OLHEI ALMOSTER

Andorinhas, que alegres esvoaçam
Buscando abrigo, nos recortes dos beirais
E chilreando, num bailado se entrelaçam
Dão vida nova, a casas senhoriais

Nos velhos muros, crescem eras verdejantes
E em recantos, quedas de água, cristalina.
Em ti Almoster, são o renovar constante,
Dão-te a frescura, e vida de menina.

Entre a áspera secura da charneca
E os altos montes, de pedra seca,
Só tu querida Almoster, a refrescar

És tão belo quadro, mostrando história
Procurando despertar, nossa memória
Por um passado, que o presente nos quer dar.


LÍDIA FRADE em Uma Pedra no Charco



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO!!!

FONTE DE ALMODELIM
NA PASSAGEM DE ALMOSTER PARA SANTARÉM, QUEM NÃO PAROU AQUI PARA MATAR A SEDE!?~
OU....QUEM NÃO TEVE JÁ VONTADE DE O FAZER???

TÃO BELAS E JÁ PERDIDAS

Das lendas de tal encanto
Na história da Freguesia
Perdidas no tempo, entretanto
Revivê-las muito queria.

Bem frescas e tão formosas
Suas águas deram vida
No azeite e pão, orgulhosa
Hoje uma indústria perdida.

Foram fontes pitorescas
Que o progresso destruiu
Foi Castro, aguarela fresca
Pureza a brotar em rio.

Nas águas da Fonte Santa
Se trataram feridas um dia.
Pelas mesmas pedras cantam
A nascente, de Santa Maria.

Tem a lenda, da Fonte da Moura
Na da Serrada, contam virtude,
Oferecendo, a quem lá passa
Sua fescura, e mais saúde.

A de Almodolim, de certeza
Matando a sede a quem passa
Das entranhas da mina, a pureza
Velhinha… mas cheia de graça. 


DESTA BICA MUITAS PESSOAS JÁ RECOLHERAM ÁGUA TAL COMO EU!!!?


A autora Lídia Frade dedicado às Fontes da Freguesia de Almoster publicado do livro
UMA PEDRA NO CHARCO REFÚGIO


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MEU TEJO



FOTO SUL DO TEJO LÍDIA
TEJO PARA SUL FOTO PAULO
MEU TEJO

Margem direita do Tejo
Te percorro, te revejo
Te subo, em contra corrente
Te penetro, Ribatejo
Margem direita do Tejo
De onde tenho estado
Ausente,
Mas sempre de amor
Constante,
Onde o meu coração sente,
Um sentimento de amante.

Margem direita do Tejo
Perto da foz,
Te percorro, em ti, deslizo,
Te desventro,
E com amor, te sussurro,
Palavras
Inspiração de momento.

em AMOR ETERNO, Interregno e Silêncio

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

TEU HINO SENHORA



 TEU HINO SENHORA

És olivais
Prados verdes
Céu aberto
Centro de história               
Tu tens o lugar bem certo
Tal emoção, eu sinto
Quando te vejo
Ó Santarém
Capital do Ribatejo.

Vistas soberbas
Do alto da colina
Velha senhora
Coração de menina
Te abraça o Tejo
Com toda a tua glória
Ó Santarém
Com oito séculos de história.

Ruas estreitas
Onde espreita
O sol dourado
Fontes tão belas
Onde vão os namorados
Tua beleza
É inspiração de artistas
Ó Santarém
Nome filho de conquistas.


 3º DO CONCURSO VAMOS CANTAR SANTARÉM  LETRA E MUSICA DE LÍDIA FRADE

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SOU FILHA DO RIBATEJO

GOLGÃ HOMENAGEM A MANUEL DOS SANTOS

 SOU FILHA DO RIBATEJO


SOU FILHA DO RIBATEJO
NA CHARNECA, NOROESTE
NA ESTREMADURA ME VEJO
VIM DE CLIMA BEM AGRESTE.
I
Foi ali que vim ao Mundo
Na aldeia, Ponte Celeiro
Numa noite, de Janeiro
Por ali, num vale fundo
E num madrugar profundo
A treze, azar e ensejo!
Na fazenda me revejo
Numa casinha branquinha,
De família pobrezinha,
SOU FILHA DO RIBATEJO
II
Mais velha de cinco irmãs
Quase mãe, sendo criança
Vivendo sem abundância
Sem cultivar coisas vãs
Um faz tudo, com afãs
Que em ideais, investe
Uma caprina silvestre
Crescendo saber e querer
Me formei assim mulher
NA CHARNECA, NOROESTE
III
Conheci nova o amor
No tempo, hora chegada,
Com amor concretizada,
E uma guerra em desfavor.
O ser mãe, me deu valor
Hoje, num filme revejo
Tudo o que fiz, não invejo
Corri, saltei, percorri,
Contudo jamais desisti,
NA ESTREMADURA ME VEJO.
IV
Sou soma e resultado
Do que até aqui vivi
Parar, não parte de mim!
Com amor finalizado
E algum tempo passado,
Meu caminho, se reveste
E caminhando se investe!
Meu querer, é renovação
Sou dura na decisão.
VIM DE CLIMA BEM AGRESTE.

Poema de Lídia Frade

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

TUDO ISTO,É RIBATEJO!!!

SANTARÉM RENOVADA E REFRESCADA
FOTO LÍDIA

TUDO ISTO, É RIBATEJO

Em manhã de primavera
Meu Ribatejo a florir
És lindo jardim à espera
Que desperte o meu sentir

Vi lindo quadro sem par
Passeando à beira Tejo
Cavalos a galopar
Em liberdade que invejo

Lezírias touros e fados
Nunca se vão separar
Cavaleiros e campinos
Forcados a acompanhar

Com seu traje bem garrido
No seu vestir a rigor

Ao touro tu dás castigo
Ao cavaleiro o valor

Ribatejo é valentia
Com calor de praça cheia
Vibra com mais alegria
Quando algum filho toureia.

LÍDIA FRADE

POEMA DE UMA PEDRA NO CHARCO Refúgio 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SONHOS DE CRIANÇA RIBATEJANA

FOTO PAULO OLIVEIRA

SONHOS DE CRIANÇA NA CHARNECA RIBATEJANA

E sonhando o que iria ser na vida
Nesse sonho, que nunca me abandonou
Numa aldeia não via muita saída
Passou tempo, o sonho se concretizou

Estudei, brinquei, a muitas árvores trepei
Fiz de tudo, as coisas próprias da idade
C omi figos nas figueiras, e cerejas apanhei
Das maldades que fiz, hoje não tenho vaidade

Minha escola era longe, chegava-mos lá a pé
Depois de comer em casa, as sopinhas de café
Com alegria de pássaros, e livres no caminhar

Fui cumpridora de regra, e até bem comportada
Mas levei com um chinelo, devido á tabuada
E não gostei da professora… no modo de ensinar.

Lídia Frade

domingo, 23 de outubro de 2011

PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO


BENÇÃO A SANTARÉM

Sobre o Tejo, o miradouro
Das lezírias, não há mais belo
Erguesse a vista no espaço
Pelas muralhas do castelo

Dos olivais, há charneca
No alto, te vêem formosa
Subindo as tuas ladeiras
Te encontram mais majestosa

Convento de S. Francisco
O mais velho da cidade
Santa Clara e a bela Graça
Seguem-te logo na idade

S. João e S to Estevam
S. Nicolau está também
Olhando para Santa Cruz
Te abençoam, Santarém

Entre os heróis e poetas
Fidalgos e ricos senhores
Uns te louvaram em graça
Ou te ofereceram amores

Com becos e ruas estreitas
Assim nasceste menina
Por perto há sempre uma fonte
Cantando água cristalina


Poema galardoado com o 1º LUGAR DE LETRA MUSICA DE LÍDIA FRADE,  INTERPRETAÇÃO DO GRUPO CANTARES DA VILA  no CONCURSO

” VAMOS CANTAR SANTARÉM”