sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

O MEU JARDIM ENCANTADO!!!

 








JARDIM ENCANTADO

Abro minha visão ao espaço

Só em linha horizontal

Tenho pinheiros mansos densos

Um muro branco frontal

Céu cinzento de morrinha

Inverno de clausura infernal.

 

E neste recanto de jardim encantado

Magnólias rosadas se vão desfolhando

E suas folhagens já vão concentrando.

Vestido de noiva, em brancas flores de ameixas

Véu de cauda bordado, em flores de sabugueiro

Ramo de camélias chapéu d`aguaceiro.

 

Jarra de narcisos, oferta de amada

Banquete de laranjas, na Alpendurada

Lírios brancos e roxos, a fazer contraste

É esta a visão de minha janela

E de quem quiser, debruçar-se nela.

 

Lídia Frade

 

domingo, 29 de novembro de 2020

PASSEANDO PELAS COLINAS DE SANTARÉM!!!






 FOTOS DE LÍDIA FRADE

TU ÉS O ZÉ QUE FUMAS

Tu és o Zé que fumas----- mulheres
Tu és o fumador
Tu és a Mariquinhas                         REFRÃO
Tu és o meu amor---------homens

Ó lua vai te deitar ----------mulheres
Ai, no quarto da minha amada----homens bis
Dá-lhe, beijinhos por mim--------mulheres
Ai, se ela estiver acordada -------homens
Refrão
Os olhos, do meu amor --------mulher
Ai são duas, azeitoninhas -----homens
Fechados, são duas rosas ------mulheres
Ai abertos, duas rosinhas -----homens
Refrão
Regala-me, o teu cantar ------mulheres
Ai o teu, cantar me regala ----homens
Regala me, estar a ouvir ------mulheres
Ai requebres, da tua fala homens -------homens
Refrão

RECOLHAS DE MUSICAS ETNOGRAFICAS DO CANCIONEIRO RIBATEJANO!!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

A MINHA SIMPLES HOMENAGEM AO GRANDE RIBATEJANO!!! BERNARDO SANTARENO!!!



Foto google

Bernardo Santareno


Foram talhadas, do mesmo pão,

As obras de Santareno

Ele assim disse, sem confusão

Em diálogo, pouco ameno

Foi pão, que o diabo amassou

Pois nada nele foi sereno!

Foi poeta das verdades, Das duras realidades

Com que a vida o confrontou

Foi dramaturgo convicto

Não querido… nem bem visto

Na sua escrita, que amou. Foi de inquietação total

Sofreu na pele, esse mal, E seu saber, foi muito além

De um simples médico, Em Santarém.

Deu ao Mundo, o seu saber, Ó gentes do meu País

E deu-se ao mar, no seu querer, Por lhe faltar a Raiz.

Como médico, ou pescador,

Entre cada vaga, escreveu sonhos

Entre cada sonho, escreveu a dor

E em cada cena, escreveu a vida

E em cada vida, mais dor, que amor.

Foi sua arte! A cultura intemporal.

Pela sua dor sentida, De incompreensão irracional

Chegou a raiva… o cansaço,

Entre o seu querer, e os nãos,

Da recusa Nacional.

Desistindo… chegou a morte

Acabando assim o frenesim, 

De um artista, de um escritor

Bernardo Santareno

Fez descansar os tormentos

De um dramaturgo, infernal!


Poema de Lídia Frade


quinta-feira, 8 de outubro de 2020


foto google

 

ERVA CIDREIRA

Ó erva cidreira que, estás na varanda

Quanto mais te rego, mais cresces p,ra banda.

 

Mais cresces p,ra banda, mais a erva cheira

Ó erva ó erva, ó erva cidreira.

 

Sou uma moça completa, na maior força de amar,

Meu amor não me falseis, não me andes a falsear.

 

Não me andes a falsear, meu amor a toda a hora

Meia volta troca o par, olha adeus que eu vou me embora.

 

Ó erva cidreira que, estás no alpendre

Quanto mais te rego, mais a folha pende.

 

Mais a folha pende, mais a erva cheira

Ó erva ó erva, ó erva cidreira.

 

Sou uma moça completa, na maior força de amar

Meu amor não me falseis, não me andes a falsear.

Não me andes a falsear, meu amor a toda a hora

Meia volta  troca o par, olha adeus que eu vou me embora.

 

Ó erva cidreira que, estás no jardim

Quanto mais te rego, mais cresces p,ra mim

Mais cresces p,ra mim, mais a erva cheira

Ó erva ó erva, ó erva cidreira.

 

Sou uma moça completa, na maior força de amar

Meu amor não me falseis, não me andes a falsear

Não me andes a falsear, meu amor a toda a hora

Meia volta troca o par, olha adeus que eu vou me embora.


recolha de Atalaia Almoster Santarém

as danças de roda da minha juventude, quando no carnaval ou nos Santos populares, á volta da fogueira

cantava mos e dançava mos, nos largos, nas ruas, nas estradas onde fosse possível, apenas cantando e dançando, sem musica, rapazes e raparigas.

São estas as recordações que quero aqui deixar registadas!

do cancioneiro Ribatejano

de Lídia Frade