sábado, 25 de abril de 2015

AS FLORES DA MINHA VIDA

http://lidyhart.blogspot.com/ NÃO DEIXE DE VISITAR!!! PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO

quarta-feira, 22 de abril de 2015

PITEIRAS E FIGOS DA ÍNDIA++++++++PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO

HOJE MOSTRO AQUI ESTE FRUTO QUE MUITO BOA GENTE JÁ CONHECE, CONTUDO ESTE FOI COLHIDO AGORA A SEMANA PASSADA, NÃO SEI PORQUÊ VEIO MUITO CEDO AO MUNDO POIS AGORA É QUE ESTÃO A DESPONTAR OS FRUTOS DA ÉPOCA DESTE ANO, QUE SÓ ESTÃO MADUROS NO FIM DO VERÃO.



FUI COM OS MEUS NETOS PASSEAR PELA ALDEIA E VI ESTE FIGO MUITO ADIANTADO NA SUA QUASE MATURAÇÃO, CONTEI A MINHA HISTÓRIA SOBRE ESTES FIGOS E PROMETI QUE O LEVARIA NUMA PRÓXIMA VISITA QUANDO ESTIVESSE MADURO PARA ELES VEREM, AJUDAREM A DESCASCAR, E PROVAR O SEU GOSTO. 

AQUI ESTÁ ELE NO DIA EM QUE O DESCOBRIMOS, MAIS PEQUENO E JÁ A FICAR AMARELO, SINAL DE EVOLUÇÃO E MATURAÇÃO.
ALI NA MESMA FOLHA ESTÁ UM OUTRO FIGUITO A COMEÇAR A CRESCER.
DESTAS PITEIRAS QUANDO EU ERA PELA IDADE DOS MEUS NETOS, EU E MINHAS IRMÃS APANHAMOS CESTOS E MAIS CESTOS DESTAS FOLHAS QUE DEPOIS CORTAVA-MOS COM GRANDES FACAS, COLOCAVA-MOS EM CALDEIRÕES GRANDES PARA COZER E SERVIREM DE ALIMENTO PARA A CRIAÇÃO DE PORCOS QUE O MEU PAI TINHA SEMPRE PARA VENDER.

ESTAS FOLHAS ABERTAS EM SENTIDO LONGITUDINAL E A MEIO, PODEM POR-SE A ESCORRER UMA GOMA GELATINOSA QUE TEM DENTRO, PARA UMA TAÇA, DEPOIS COLOCASSE AÇÚCAR E É UM BOM XAROPE PARA CONSTIPAÇÕES, ASSIM NOS TRATAVAM QUANDO ERA-MOS PEQUENA.

FOTOS E TESTO DE LÍDIA FRADE 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

PARABÉNS VÓ JÚ+++++++++ PARABÉNS FATINHA!!!




MÃE E FILHA FAZENDO ANOS NO MESMO DIA!!!

A D. JULINHA COM 88 ANOS, A FATINHA 53 ANOS


O QUE TE DIGO HOJE MÃE


Que ver a tua energia, e força de viver

Me anima, a criar, a recriar, a conceber

A cuidar da tua existência, no tempo de hoje,

No amanhã, no depois, por crer que vais longe.


Em teus longínquos, trezentos sessenta e cinco

Vezes os muitos, e longos oitenta e cinco

Pelos muitos trabalhos que fizeste por prazer,

Que te renovaram a vida, o querer, o conseguir

Por todos os que te arrastaram, no dever

Te esgotaram, te curvaram, bloquearam teu seguir.


Pelos dias mais tristes, desanimados e sós

Pelas intenções fracassadas, ou mal amadas

Pelas tuas verdades, na firmeza a que dás voz

Por este meu reconhecer, de horas num tempo ausente

Eu procuro mãe, que as vejas hoje compensadas

Na tua vida futura, eu irei estar sempre presente.


LÍDIA FRADE

domingo, 12 de abril de 2015

A MINHA EMENTA PARA O ALMOÇO NUMA 3ª FEIRA DE FOLGA NA MINHA CASINHA DO QUINTAL

JÁ TEM ALGUM TEMPO QUE QUERIA EXPERIMENTAR UMA RECEITA DE BOLOS DE MILHO QUE MINHA AVÓ E MINHA MÃE NOS FAZIAM QUANDO ERA-MOS PEQUENAS, EU E MINHAS IRMÃS.
MINHA MÃE COZIA O PÃO DE TRIGO, DEPOIS APANHAVA BEM OS RESTINHOS DAS MASSAS DO ALGUIDAR ONDE TINHA LEVEDADO, JUNTAVA UM POUCO DE FARINHA DE MINHO DO MOLEIRO, ERVA DOCE E UM POUCO DE AZEITE, PUNHA UM POUCO DESSA MASSA EM CIMA DE CADA FOLHA DE COUVE E COLOCAVA NO FORNO A COZER, ERA DAS COISAS QUE ATÉ HOJE ME DEIXAM SAUDADES. 


NUMA 3ª FEIRA DE FOLGA FUI EXPERIMENTAR PARA FAZER AOS MEUS NETOS, RESULTOU NESTES BOLINHOS DE AZEITE QUE AQUI VOS MOSTRO MAS NADA IGUAIS AOS DA MINHA AVÓ JOAQUINA.
BEM PARA TUDO FAZER A DIFERENÇA DIGO QUE, A FARINHA ERA DOS PACOTES DA LOJA, COMO NÃO TINHA RESTOS DE MASSA LEVEDADA COLOQUEI FERMENTE DE PADEIRO MAS EM PÓ E UM POUCO DE FARINHA DE TRIGO, UM POUCO DE AÇÚCAR AZEITE ERVA DOCE CANELA, DEPOIS COZI NO FORNO ELETRICO.
SENDO ASSIM QUERIA RESULTADO IGUAL..........ONDE NADA FOI IGUAL!!!

MAS COMIAS!!! SÓ VOU DAR AOS MEUS NETOS QUANDO CONSEGUIR FAZER MELHOR!!!



PARA O MEU ALMOÇO FIZ UM ARROZ DE GRELOS QUE ESTAVA MARAVILHOSO
FIZ REFOGADO NORMAL, AZEITE CEBOLA, JUNTEI UM POUCO DE TOMATE E DEPOIS OS GRELOS, ACRESCENTEI ÁGUA, E DE SEGUIDA O ARROZ.



UM BACALHAU ALBARDADO QUE ESTAVA UMA DELICIA, ACOMPANHADOS DE UMA SALADA!!!
ESTE FIZ COM AS MIGAS DE BACALHAU QUE JÁ VEM SEM PELES NEM ESPINHAS, DEPOIS DE DEMOLHADAS ESCORRIDAS, FIZ UM POLME COM FARINHA, UM POUCO DE LEITE, SALSA PICADA, PIMENTA MOÍDA, E OVOS, DEPOIS DE BEM BATIDO COM GARFO É SÓ COLOCAR O BACALHAU POUCO A POUCO NA FRIGIDEIRA A FRITAR EM ÓLEO QUENTE E BEM ENVOLVIDO NO POLME!!!

CONFEÇÃO E FOTOS DE LÍDIA FRADE  




quinta-feira, 9 de abril de 2015

MULHER DE FIBRA COM 90 ANOS A PULVERIZAR COM HERBICIDA COM UM GRANDE PULVERIZADOR ÁS COSTAS AQUI PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO!!!!!!

 EU CHAMEI QUANDO ELA JÁ ESTAVA PERTO DE MIM, SORRIO QUANDO VIU QUE ERA EU MAS, NÃO SE TINHA APERCEBIDO QUE EU DO MEU QUINTAL PEGADO AO SEU ESTAVA A FOTOGRAFA-LA.






DISSE ESTAR A MATAR AS ERVAS PORQUE IRIA UM HOMEM COM UMA MÁQUINA FAZER O TRABALHO COM A TERRA E FICAR ASSIM PRONTA PARA SEMEAR.


DEPOIS O SEU POMAR QUE TEM IMENSAS ÁRVORES DE FRUTA MERECE SER CULTIVADO.





TUDO ISTO FOI UM TRABALHO MOROSO E COM A REPETIÇÃO DE FAZER CADA PULVERIZADOR DO TRATAMENTO COISA QUE ELA FAZIA IGUALMENTE SOZINHA COLOCANDO O PRODUTO SUFICIENTE DENTRO DO PULVERIZADOR DEPOIS METIA UM REGADOR DE ÁGUA, DEPOIS COMO TERIA O PESO SUFICIENTE PARA ELA ELEVAR ATÉ A ALTURA DA PAREDE DO TANQUE, COLOCAVA EM CIMA, ACABANDO, COLOCAVA-SE DE ENCOSTADA COM AS COSTAS NO RECIPIENTE, PASSAVA AS ALÇAS NOS BRAÇOS, E AI IA ELA DE NOVO PARA O SEU TRABALHO.  


AQUI VAI ELA DE NOVO!!!! 90 ANOS BENDITOS!!!

FOTOS DE LÍDIA FRADE

PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO


sexta-feira, 20 de março de 2015

O RIO ALVIELA DESDE A NASCENTE ATÉ PERNES******* É AQUI NO MOUCHÃO DE PERNES QUE CAIEM ESTAS QUEDAS DE ÁGUA!!!







Opinião Vicente Batalha – O MOUCHÃO E AS QUEDAS DE ÁGUA DE PERNES




Durante as duas últimas décadas, perdi a conta aos vários textos de opinião, que escrevi, sobre o Alviela, onde avultam, como figuras maiores, o Mouchão e as Quedas de Água. Neste ano, comemorou-se o Centenário da Hidroeléctrica de Pernes (1913-2013). Este aproveitamento pioneiro das águas do Alviela, gerou a electricidade, que havia de permitir que a vila de Pernes tivesse luz, duas décadas antes da sede do concelho, a cidade de Santarém. A decisão da família Schiappa Theriaga, que marcou a história de Pernes, no alvorecer do século XX, foi um acto de clarividência, desenvolvimento e progresso, que contrasta com a inércia e o imobilismo que, infelizmente, caracterizam os dias de hoje. A propósito, o Professor Doutor Martinho Vicente Rodrigues escreveu “A Hidroeléctrica na História de Pernes”, livro apresentado, a 25 de Maio último, numa edição da Junta de Freguesia. A História de Pernes, desde tempos imemoriais, passa por aqui, pelo Alviela e pela Ribeira.


É D. Afonso Henriques, que, em 1165, doa a Gualdim Pais e à Ordem dos Templários oito moinhos na Ribeira de Pernes, nos açudes de Trouvede e do Alviela, e este é o primeiro registo escrito, sobre os moinhos de Pernes. Também, o denominado Moinho Manuelino de Pernes, situa-se na Ribeira, junto ao Rio Alviela, e faz parte de um conjunto de moinhos hidráulicos e azenhas do séc. XII. A sua estrutura primitiva foi reconstruída em finais do séc. XV, e em 1497 regista-se a utilização do moinho como habitação de recreio do Conde de Abrantes, para cujo efeito foi adaptado o piso superior. Essa utilização fica bem patente nas três janelas do andar nobre, com molduras Manuelino-Mudéjares de verga recortada, maineladas (a da fachada sul hoje sem mainel), que constituem os mais significativos elementos arquitectónicos do imóvel (Fonte: IPPAR 1997). Permita-me o leitor, um parêntesis pessoal: neste moinho, que, em 1911, foi arrendado por meu avô, Vicente Flor, nasceu, em 1919, minha mãe, Aldora da Conceição Flor, e ali, brinquei, na minha infância. Pertence hoje á Santa Casa da Misericórdia de Pernes. Continuemos a viagem pela história: no século XIX, as lutas entre liberais e miguelistas, trouxeram os moinhos de Pernes a primeiro plano, um complexo molinheiro único, nas margens direita e esquerda do Alviela, pois o seu domínio garantia o abastecimento aos exércitos, ora, de um lado, ora, do outro. A 29 de Janeiro de 1834, a Batalha de Pernes, no sítio que passou a ser denominado Saldanha, em homenagem ao Marechal vencedor, foi o princípio do fim de D. Miguel, que pouco depois se refugiou em Évora-Monte, onde veio a assinar a sua capitulação. É natural, que Camões, quando de visita ao seu amigo e admirador, D. Gonçalo Coutinho, a Vaqueiros, tenha percorrido as margens do Alviela, e olhado, as suas águas cristalinas, que, mais tarde, foram cantadas por Bocage: “Lá, onde em fofa espuma se despenha o gárrulo Alviela transparente, de alcantilada ruinosa penha… “ Chegados à década de 50, do século XX, António Inácio da Silva Nobre, presidente da junta de freguesia de Pernes, decidiu avançar com o arranjo do Mouchão de Pernes: em 1952, a construção de uma ponte de acesso e uma Casa de Chá, que foi inaugurada com pompa e circunstância, a 15 de Agosto de 1953, com artistas nacionais de variedades, e copo de água servida pela distinta Pastelaria Abidis de Santarém, como “O Correio do Ribatejo” noticiou, pela pena do seu ilustre director, Dr. Virgílio Arruda. Foi uma época de oiro, em que, durante anos, Pernes, o concelho e a região disfrutaram de uma Sala de Visitas, aprazível e de qualidade, centro da vida social e recreativa.


É esta herança histórica, económica e cultural, que projecta, dá corpo e sustentação, à beleza natural e ambiental, do Mouchão de Pernes e das suas Quedas de Água, que se despenham de catorze metros de altura, sítio único, de excelência, de que, o concelho, a região e o país se deviam orgulhar. E tudo isto, infelizmente, tem passado ao lado, quer, dos sucessivos, governos, quer, da administração central e local. Na noite de 28 de Dezembro de 2009, ruiu o paredão central do Mouchão de Pernes, arrastado pela cheia, e por uma conjugação de factores, em especial, a incúria dos responsáveis, a todos os níveis, que alertados, para a grave situação de risco, ao longo de quase década e meia, pouco ou nada fizeram. As obras de requalificação, da responsabilidade da Administração Central/INAG/ARH/Agência do Ambiente, acabaram por ser continuadas, agora, quase quatro anos passados, com a reposição do paredão central. Mas, pasme-se, ainda há elementos em falta, nomeadamente, a ponte pedonal de acesso ao Mouchão Parque, do lado nascente. Este processo causa perplexidade e indignação, e denota, inércia e imobilismo, já referidos, para além de, insensibilidade, incultura, e ignorância. Em suma, uma injustiça de todo o tamanho! Depois de muitas insistências, no mandato passado, a Câmara de Santarém tem concluído um estudo prévio, para a requalificação do Mouchão Parque, que já foi apresentado aos eleitos locais, e mereceu a sua aprovação. Trata-se de um estudo moderno e arrojado, concebido em época de crise, com vista ao futuro, pelo que, consequentemente, está em desenvolvimento o projecto respectivo. Acaba de iniciar-se um novo mandato autárquico, e a requalificação do Mouchão Parque de Pernes e das Quedas de Água do Alviela continua a ser uma prioridade das prioridades. É este, o tempo certo, para reparar injustiças de décadas, e a Câmara de Santarém tem uma excelente oportunidade de passar das palavras, de solidariedade e compreensão, aos actos, de cumprir, fazer, rentabilizar. Em causa, contas antigas, nos domínios de, ambiente, cultura, economia, turismo e lazer. Pernes, com o seu Mouchão, as suas Quedas da Água, o seu património, e equipamentos, tem tudo isso para oferecer, e rentabilizar. Já chega, de continuar numa espiral justificativa, em busca do tempo perdido. Agora, há que cumprir o tempo, o nosso tempo. No século XXI, após tanta degradação, tantos incumprimentos e expectativas, a pergunta, que se impõe: que futuro, para esta jóia da coroa?!


CORREIO DO RIBATEJO


ÁGUA SALTITANTE AO NATURAL


AS IMAGENS FALAM POR SI


ESTE É O RIO ALVIELA QUE AQUI SE DIVIDE EM DOIS LADEANDO O PARQUE QUE DEPOIS DAS QUEDAS DE ÁGUA SE VOLTA A JUNTAR .


AS TRÊS QUEDAS DE ÁGUA NA IMAGEM 


 ESTAS VERDURAS NA MINHA TERRA CHAMA-SE RABAÇAS É DA FAMÍLIA DOS AGRIÕES SELVAGENS E IGUALMENTE COMESTÍVEIS.




O PARQUE UM POUCO ABANDONADO QUE PODERIA SER UM LOCAL BEM APRAZÍVEL MAS QUE NEM UM ACESSO DIGNO TEM!!!

FOTOS DE LÍDIA FRADE.