domingo, 25 de março de 2012

SALA BERNARDO SANTARENO II ENCONTRO DE POETAS RIBATEJANOS

AS FOTOS POSSÍVEIS POR TELEMÓVEL 


DIA MUNDIAL DA POESIA
                          
Quanta poesia já foi escrita
E quanta já foi esquecida
Pela passagem efémera
Desta vida.

Quantos poetas vão escrever
Dizer, mostrar, declamar
E quantos entendidos,
Irão escutar, ou irão ler.

Neste ou em outro dia,
Será o sentimento, a inspiração
Não basta escrever com fantasia
É bem melhor, deixar escrever,
Deixar falar, o coração.

Poesia, é um fio, é um pavio,
Onde algum lume se ateia
Onde a alma, se desfaz,
Se deslaça, se enlaça,
Se flameja, ou se incendeia.

Poesia!... É neste dia
Muita mistura de emoções
Em bater acelerado, de ansiedades,
Imensos sentimentos e paixões.

Poesia!....... Aqui!.....
É tudo o que ditaram!!!
Os vossos corações!!!

LÍDIA FRADE



MAIS UM ENCONTRO DOS POETAS RIBATEJANOS CELEBRANDO NA SUA CIDADE A POESIA, NOS QUAIS TENHO O GRANDE PRAZER DE ESTAR INCLUÍDA!!!
LÍDIA FRADE

sexta-feira, 16 de março de 2012

PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO "A FAZENDA ONDE VEIO A LUZ AO MUNDO


UM LIVRO ROMANCEADO E DE ÉPOCA, PASSADO NA
 PONTE DO CELEIRO E ATALAIA, 
ALMOSTER SANTARÉM
É COM MUITO ORGULHO QUE VENHO MOSTRAR AQUI ESTE TRABALHO ESCOLAR, DE ANALISE AO MEU LIVRO, "A FAZENDA ONDE VEIO A LUZ AO MUNDO" PELO MEU NETO.

BERNARDO MARTINS
14 ANOS


PRL
Nome da Obra: A Fazenda onde veio a luz ao mundo
Autor da obra: Lidia Frade
Tema: A infância de uma rapariga desde o seu nascimento até aos dezoito anos altura em que se casa.
Assunto: O texto esta dividido em vários breves, uns mais que outros, capítulos (63 ao todo) intercalados por vários poemas alusivos ao assunto do capítulo que esta a ser tratado o que não surpreende sendo a autora também uma mulher da poesia e ainda um Prefácio e um guia das personagens que vem a explicar o que e que ira ser tratado no texto.
A personagem principal entra em cena quando nasce descrevendo o sítio onde VEIO A LUZ AO MUNDO, como decorreu o seu nascimento, apresentando as pessoas que o presenciaram e afins depois vai falar da família, das tarefas que realizavam na altura (anos 50),os seus divertimentos, as dificuldades económicas tudo enquanto lidava com um pai bastante questionável que por exemplo tinha uma amante (que era de conhecimento geral) e exigia total obediência da sua mulher (que tenta suicidar-se varias vezes) chegando ao ponto de lhe bater com um bocado de mangueira na cara mas tendo ainda uma faceta irresponsável só voltando a casa para fazer filhos (palavras da mãe) e levado em empreendimentos sem sentido.

Comenta os elementos paratextuais do livro.

Eu acredito que os elementos textuais deste livro podem ser comentados como sendo direcionados para atrair pessoas de idades mais avançadas por se identificarem com o texto e pelas corres suaves utilizadas na capa e nas letras do titulo sendo o próprio conteúdo escrito de uma forma clara e com letras grandes para se perceber bem atraindo pessoas com falta de vista (os mais velhos ou de meia idade).

O que mais e menos gostas-te no livro?

Gostei da leitura fácil que me foi apresentada e gostei menos das partes mais violentas.

Foi importante para ti a sua leitura? Porque?

Sim, pois gosto de descobrir coisas novas e coisas velhas.

O que aprendeste com o texto?

Aprendi muitos nomes, designações, danças, costumes ou expressões que hoje já não se usam.

Que atividade escrita desenvolveste a partir do texto?

Desenvolvi um poema

Lá onde param os bêbados
Esta o amigo Deodato
Onde calha ir o povo
Beber, comer e festejar
Ao fim do dia do bom trabalho
Se a sede apertar
Vem dai beber um bocado
A fonte, a taberna
Do teu companheiro Deodato

Pensaste com o texto? O que pensaste?

Eu pensei no estilo de vida que se levava nos anos cinquenta e na sorte que tenho por viver hoje em dia.

Trouxe-te memórias? Quais?

Não me foi despertada nenhuma memória enquanto lia esta obra.

Existem semelhanças com a atualidade? Quais?

Penso que não e penso que ouve realmente uma mudança radical em todos os aspetos apresentados.

O que encontraste de diferente no livro em relação aos nossos dias?

Tudo desde o respeito exigido pelos pais, os comportamentos, atividades económicas enfim tudo.

Aconselhas a leitura do livro a alguém? Porque ?

Sim, pois é um livro fácil de ler e de compreender em que não estamos ansiosos para ler até ao final e descobrir o desfecho mas sim desejosos de ler a próxima silaba.

Seleciona um excerto da obra e justifica a tua opção.

“Quando Deodato por lá aparecesse, que lhes pagasse o dinheiro e levasse a máquina, ela já tinha feito tudo o que podia para lhe agradar, tomara consciência de que tinha uma filha quase mulher e não queria continuar ,assim, a dar-lhes aquela vida nem coisa parecida.”
Porque marcou a parte da obra em que a mãe se tornou mais independente e tomou uma decisão.







Lídia Frade nasceu no lugar da Ponte do Celeiro, Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém. Muito cedo começou por cultivar a sua criatividade, lendo quase todos os romances clássicos, disponíveis na época através das carrinhas da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian.
A sua participação a nível sociocultural foi de grande relevo, primeiro, fazendo recolhas de canções populares dos usos e costumes para o reportório do grupo de Folclore da localidade de Vila Nova do Coito, Freguesia de Almoster, onde viveu, e de onde levou o nome da Associação Cultural Vilanovense com músicas e canções de recolha à sua participação no festival para crianças «CANTAROLANDO», integrado na FEIRA DA AGRICULTURA.
Começou a escrever pequenas coisas, como poemas para serem cantados, ou textos para teatralizar, trabalhando com um grupo de jovens de todas as idades e promovendo espectáculos na sua colectividade, assim como em deslocações para actuação nas colectividades vizinhas.
Colaborou com a Câmara Municipal de Santarém nas comemorações do 25 de Abril em «CANTARES DE ABRIL», em Festivais das Festas da Cidade de Santarém como o «VAMOS CANTAR SANTAREM» onde ganhou em 1989 o 3º PRÉMIO DE LETRA e MUSICA, e em 1990 o 1º PREMIO DE LETRA, o 1º PREMIO DE MUSICA e ainda o 1º Prémio de Interpretação com o «GRUPO CANTARES DA VILA» de música popular regional, com a sua formação.
Participou em Jornais Regionais assim como nas Rádios Regionais em programas de Poesia.
As suas primeiras publicações:
Participação no livro «Naquele tempo era assim», sobre a freguesia de Almoster, publicação «Câmara Municipal de Santarém», participação no livro «Antologias para Novos Autores», Editora Minerva, nas 3ª e na 4ª Edição, seguindo-se uma publicação de autora, em 1999, do livro de poesia «UMA PEDRA NO CHARCO, REFUGIO”.
Publicação, agora, do seu livro de poesia «AMOR ETERNO» INTERREGNO E SILENCIO» - e «A FAZENDA ONDE VEIO A LUZ AO MUNDO» em 2010.

COLOCADO EM CAPÍTULOS!!!
DISPONÍVEL E ENVIO A COBRANÇA POR 1O euros

sexta-feira, 9 de março de 2012

SALINA DE RIO MAIOR

AQUI VOS DEIXO AS FOTOS POSSÍVEIS QUASE NO PÔR DO SOL

OS COMENTÁRIOS SERÃO QUASE DESNECESSÁRIOS PORQUE AS IMAGENS NÃO SENDO AS MELHORES  DIZEM QUASE TUDO

 Visite as Marinhas do Sal ! - As salinas naturais de Rio Maior, situadas a 3 km da sede de concelho constituem um dos principais referenciais da localidade e são um orgulho para Rio Maior, por serem as únicas do género em Portugal ainda em exploração. Estas salinas estão consideradas como Imóvel de Interesse Público, no contexto do património cultural português. É assim que, do antiquíssimo poço das Marinhas do Sal, brota água salgada que abastece os 400 talhos, ou compartimentos, e os 70 esgoteiros, que ocupam 21 865 m2.



 A água desta nascente é sete vezes mais salgada que a água do mar, e era retirada com a ajuda de duas enormes Picotas ou "Cegonhas" há bem pouco tempo. Estes engenhos são um legado árabe com certeza, pois foram estes que os introduziram na Europa. Aliás, é de crer que os romanos, e depois os árabes, tenham explorado em grande escala estas salinas.


 As salinas estão divididas em compartimentos de diversos tamanhos, a que se chama talhos. Estes são feitos em cimento ou pedra e têm pouca profundidade. Actualmente a água salgada é retirada do poço por meio de um motor, sendo posteriormente distribuida pelos talhos, através de regueiras. Os estreitos carreiros que separam os talhos, servem para os marinheiros circularem entre os compartimentos, e denominam-se baratas. Para além destes talhos existem os esgoteiros, onde é colocada a água salgada para mais tarde ser distribuída pelos talhos. Para o processo de secagem estar completo, o sal é colocado em eiras, sendo posteriormente transportado para as velhas casas de madeira, onde é conservado e vendido. No local, em algumas dessas típicas casas de madeira, há uma série de cafés, restaurantes e lojas de artesanato, que constituem o suporte turístico deste autêntico museu vivo.





 Estas salinas são únicas no país e são fruto de uma maravilha da natureza. A água salgada provém de uma extensa e profunda mina de sal-gema, que é atravessada por uma corrente subterrânea de água doce, que se torna depois salgada. Trata-se de sal puro (97,94% de cloreto de sódio), que é recolhido nos talhos pelos marinheiros (designação dada aos salineiros). O poço tem 9 metros de profundidade e 3,75 de diâmetro e a distribuição da água pelos talhos obedece a regras consuetudinárias de origem ancestral.


Há referências às salinas de Rio Maior desde 1177, em documentos escritos que são aliás os mais antigos sobre Rio Maior. Sabe-se também que D. Afonso V era proprietário de cinco talhos nas salinas de Rio Maior no século XV, e que recebia um quarto de toda a produção, tendo o monopólio da sua venda. A importância económica das salinas para a região, está bem vincada nas duas pirâmides de sal retratadas no Brasão da cidade de Rio Maior.
                             A RUA PRINCIPAL QUE SEQUE ATÉ AO ALTO DA SERRA
                                                  TEXTOS DO ROTEIRO DE RIO MAIO


                                                             FOTOS LÍDIA E PAULO

quinta-feira, 1 de março de 2012

CARNEIROS COM LINDOS CORNOS A VALER!!!!

AQUI PELOS CAMINHOS DO RIBATEJO
NA MINHA RUA, ALI BEM PERTINHO DA MINHA CASINHA DO QUINTAL NUM TERRENO BALDIO, ESTAVAM ALGUNS EXEMPLARES DA ESPÉCIE
ESTE LINDO CARNEIRO DE GRANDES CORNOS A OLHAR PARA NÓS, PARECIA QUERER DIZER QUE MERECIA MUITO MAIS DO QUE ESTAR ALI, PRESO A UMA CORDA A PASTAR AQUELAS POUCAS ERVAS JÁ SECAS PELA FALTA DE CHUVA DESTE INVERNO

FOI ASSIM QUE RESOLVEMOS DAR-LHE AQUI UM LUGARZINHO NO MEU BLOG   

É QUE EU JÁ MUITO TEMPO QUE NÃO VIA CARNEIROS COM CORNOS!!!
E ESTE É UM CORNUDO A VALER, E AINDA É NOVINHO, QUANDO FOR CARNEIRO FEITO, VAI SER UM LINDO EXEMPLAR!!!

AS MINHAS DESCULPAS AO DONO!!!
POR FAZER DO SEU CARNEIRINHO UMA ESTRELA DE INTERNET

LÍDIA FRADE

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

TASQUINHAS, OU FEIRA DAS CEBOLAS OU FEIRA DE RIO MAIOR



COMO VI A PRESIDENTE DA CÂMARA DE RIO MAIOR NA RTP1 LEMBREI QUE PODIA AJUDAR NA PUBLICIDADE!!! 

ESTE CARTAZ ERA DO ANO PASSADO COMO PODEM VER





ESTE TRABALHO É UM CONTO SEM ÉPOCA, MAS QUE, PODE DESPERTAR AS PESSOAS PARA AS TASQUINHAS DE RIO MAIOR QUE ESTÃO A COMEÇAR!!!



A FEIRA DAS CEBOLAS 




Hoje a feira das cebolas,… ou talvez já tenha outro nome mais actual, mais tecnológico, na procura do mais lógico… que vai deixando para traz as suas raízes, ou talvez a raiz das cebolas, se já esse nome tiver ficado para traz. 

De resto o nome viria precisamente, por os agricultores da região fazerem desse local, desse produto, o ponto mais forte do seu escoamento de mercado, por um longo percorrer de ruas, eram expostas, bancadas e mais bancadas desse produto tão apreciado na nossa gastronomia. 

Em cabos entrançados, lourinhas ou mais ruivas, a sua casca sedosa, de toque deslizante, saltando á vista pelo seu brilho, é procurada ali, e escolhida por todos, pela casta, pelo tamanho, com esperança de duração, para muitos meses sem o grelo ficar de fora. 

Mas a Feira das Cebolas, ou também a Feira das Tasquinhas, já foi apenas, a Feira de Rio Maior, a feira onde todas as pessoas dos arredores de muitos km, iam por obrigação, ou por puro prazer, por ser a Feira onde uma vez por ano, “por ser uma feira anual,” iam fazer as suas compras, gozar uns dias diferentes, acampar por ali, sem pressa de voltar, viver esse prazer, pelo prazer de estar. 

Era um tempo que passou! 

Um tempo no ontem! 

Um tempo para recordar as lembranças passadas, que tão lindas, tão puras tão belas, onde tudo era diferente. 

Ontem!!! 

No trabalho do Verão, se ia fazendo o mealheiro, se ia juntando pouco a pouco, o dinheiro que se poderia depois gastar, para o bem-estar familiar, para o trabalho, ou necessidades pessoais. 

A festa começava na véspera do dia tão desejado, porque iam para uma festa, e não só uma feira. No cozer de uma fornada de pão caseiro, para a viagem, e para o permanecer, de três ou quatro dias. 

No preparar do farnel, para toda a família, porque em casa,… não ficava ninguém, quando chegava o grande dia. 

Cozinhavam uma galinha, faziam as pataniscas, o bacalhau albardado, e coziam uns ovos, mais umas “zeitonas pá companhar,” num cesto poderiam ir ainda, um frango ou coelhos vivos, para lá matar e “caldeirar,” trabalho das mulheres, como se pode imaginar, porque os homens também tratavam da sua parte. 

Era o preparar dos carros de bois, uma arca de pinho, p` ra levar os bens,… que servia de banco, ou de mesa, se outra não fosse, levavam o mínimo, com as esperanças de comprar e trazer o máximo. 

Sem hora marcada, mas já combinada, numa marcha lenta,… saindo em cortejo, que ia aumentando, quando no caminho se iam juntando. 

E no rangue… rangue… dos carros, e passo dos bois, com os seus chocalhos, assinalando a passagem!!! 

Ou no trote fino,… de alguns cavalos!!! Com as suas guizeiras, e rabos-de-raposa, todos enfeitados,… porque era dia de Feira. 

A viagem era longa, para o andamento,… partiam alegres famílias inteiras, lá iam chegando na Feira, procurando o seu espaço, para acamparem!... 

Sim acamparem!... a Feira de Rio Maior na época era das poucas saídas que as famílias tinham, então todos eles chegados à feira, colocavam os carros de bois, as carroças, mais tarde até os tractores, ali por perto, à volta da feira, e por ali ficavam acampados alguns dias. 

Amarravam os panos de serapilheira, na volta dos seus transportes, e faziam uma tenda, para dormir, para cozinhar, ou para comer ali mesmo. 

Não havia tasquinhas, mas uma ou outra tasca, apenas para vender uns copos, umas pataniscas, ou uns “Jaquinzinhos,” para, acompanhar, umas barracas de comidas, como se chamava na época, onde serviam as dobradas com grão ou feijão, uma chispalhada, ou até umas batatas com bacalhau. 

Após se instalarem, começavam por fazer as suas compras, os utensílios, os mobiliários, que começavam por servir logo ali, uma esteira, um colchão ou a roupa para se taparem, poderiam trazer de casa, tanto quanto poderiam comprar ali, se era precizo mais uma carrada de cobertores para o inverno que não tardaria a chegar. 

Uns discutiam o preço das cebolas, outros os pratos ou uma panela, que sempre se comprava, em casa não havia muita coisa, e era uma maneira de renovar, em cada ano, o que se ia partindo. 

Um mocho de pinho para se sentarem, uma arca para guardar o pão, a celha ou os cestos, para fazer as vindimas, os panos de linhagem, para apanhar a azeitona,… tudo se poderia negociar na Feira, até uns sacos de sal, que dava para o ano inteiro, e ainda para salgar o porco, que estava a crescer na pocilga da casa. 

Depois os homens compravam também ali, a tripeça, para matar o porco em cima, e o limpar de pelo, ajudados pelo fogo das marganiças e carqueja, o cambaricho para o pendurar pelas patas traseiras, a escorrer, depois de esfregadinho e lavado com uns bons pedaços de cortiça. 

Podiam ainda levar as suas ferramentas, as enxadas de pontas ou rasas, as sacholas, os sachos e roçanas, as gadanhas e picadeiras, os martelos, ponteiros prumos e zagaias, e muito mais… para quem procurava “alfaias.” 

Porque aquela, era a sua feira, a feira de um povo que não ia, nem podia ir, para além das suas necessidades. 

Contudo era também a festa, a sua festa, por isso poderiam comprar pouco, mas aquele tempo, aquela permanência, naquele ambiente, era das poucas coisas diferentes que poderiam ter, apenas uma vez por ano, nas suas vidas, com pouco mais que nada, eram aqueles dias, os seus dias de férias, os seus dias de regalo e prazer. 

Os altifalantes com seus barulhos ensordessedores, de musica altissíma, ou o chamar dos clientes para a venda de resmas enormes de cobertores, toalhas, talheres, ou ainda das pomadas que a que o povo chamava de banha da cobra… mas que acabava sempre por comprar, pois diziam fazer bem a tudo… desde eleminar os calos até a travar a queda do cabelo, ou ainda as dores dos rins, tal como as fridas ulcerosas. 

Muito mais poderia acrescentar sobre esta feira mas aqui e agora estaria a ficar massadora, prometo que irei colocar por aqui mais algumas lembranças de ontem, oje todos já conhecem, e digo por mim que, podendo aproveitar algumas coisas que modificadas para os dias de oje, poderão dar grandes resultados. 







Este poema foi escrito uns doze anos atrás, numa feira das cebolas, já com tasquinhas, ainda não como são agora, mas estando eu a assistir a um concerto do QUIM BARREIROS ai no palco da feira, resolvi escrever uma canção para a feira das cebolas, adquada ás graçolas de letras do ARTISTA que ficaria bem cantado por ele. 



SALADA RIBATEJANA 



É tudo,… ou nada… 

Que a vida é uma cebolada REFRÃO 

Saltitando entre tomates 

De pepino acompanhada. 

Diz o povo, e com razão 

Para ter boa sementeira 

Semeia em, quarto minguante 

No crescente, sai asneira. 



Preparar, bem o terreno 

Com o rego, bem molhado 

Mete a prumo, o cebolinho 

Ou deitadinho, e acamado 



Engrossando, a olho nu 

Em ciclos, de crescimento 

Chega a hora da verdade 

Derruba-lo, é um momento 



Casca fina, douradinha 

És Misse de Rio Maior 

Em cabos, bem entrançados 

O elevo, do agricultor. 



Lídia Frade

sábado, 18 de fevereiro de 2012

ALPIARÇA, CASA MUSEU JOSÉ RELVAS!!!

CASA MUSEU JOSÉ RELVAS

CASA MUSEU DOADO À CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA 


UM BANHO DE ARTE, DE BAIXO....A CIMA!!! OU DO TETO AO CHÃO!!! SEM TEMPO SUFICIENTE PARA ABSORVER!!!



LINDÍSSIMA PORTA EM PEDRA TRABALHADA




AS FOTOS POSSÍVEIS DA MINHA CANON





Relvas (José).
n.   5 de Março de 1858. 
f.    [31 de Outubro de 1929].

 
Ministro das finanças no governo provisório da República, ministro português em Madrid, rico proprietário e agricultor, etc. 
N. na Golegã a 5 de Março de 1858, sendo filho de Carlos Relvas, e de sua mulher, D. Margarida Amália de Azevedo Relvas (V. o artigo antecedente).
Matriculou-se na Universidade de Coimbra na faculdade de Direito, que só frequentou até ao segundo ano, abandonando-o então para seguir o Curso Superior de Letras, o qual concluiu em 1880, escrevendo nesse ano a sua tese, intitulada O Direito feudal, que apresentou na prova final do curso. Além deste trabalho, escreveu: Conferência sobre questões economicas, feita no Centro Comercial do Porto em 1910, publicada e impressa na tipografia Bayard. Em diversos jornais tem publicado muitos artigos, especialmente sobre questões de arte, e económicas. Dedicando-se muito às ideias democráticas, foi um dos que mais serviços prestou para a implantação da República em Portugal, fazendo intensa propaganda dos seus ideais, tanto no país, como no estrangeiro, onde acompanhou o Sr. Magalhães Lima.
Tendo estudado a fundo as questões económicas e financeiras, foi chamado a gerir a pasta das finanças no governo provisório, poucos dias depois dele se ter organizado em seguida à proclamação da República, no dia 5 de Outubro de 1910. O Sr. José Relvas já fizera parte do directório do partido republicano Como ministro, dedicou-se com todo o critério e elevada competência na gerência da sua pasta, tomando em consideração muitas reclamações, que ele procurou atender, providenciando sobre as que considerava serem justas, procurando tomar medidas e reformas que pudessem, quanto possível, satisfazer os reclamantes afirmando assim mais uma vez, e praticamente, o seu espírito democrático e consciencioso. Quando se tratou da nomeação do presidente da Republica, foi o seu nome indigitado por mais duma vez como candidato a esse elevado cargo. Nas primeiras cortes constituintes que se organizaram depois da eleição do presidente, o Sr. Manuel de Arriaga, foi o Sr. José Relvas eleito deputado pelo círculo de Viseu. Por decreto de 14 de Outubro de 1911 foi nomeado ministro português em Madrid, indo substituir o Sr. Dr. Augusto de Vasconcelos, que deixara de exercer aquelas funções, por ter sido nomeado ministro dos estrangeiros no ministério presidido pelo Sr. João Chagas, o primeiro organizado depois da demissão do governo provisório. No dia 18 desse mês seguiu para Madrid a tomar posse do seu novo cargo. 
O Sr. José Relvas herdou de seu pai qualidades artísticas de alto valor, embora sob manifestações diversas. Do livro As Constituintes de 1911 e os seus deputados, recentemente publicado, transcrevemos, de páginas 109 a 111, a descrição da casa e da vida íntima do ilustre diplomata, feita pelo apreciado escritor Sr. João Chagas: 
« Ao meio da estrada de Alpiarça que se desliga da linda estrada de Almeirim para atravessar entre searas e vinhas os 14 quilómetros que separam aquela vila da capital do Ribatejo, vê-se com surpresa surgir num distante socalco uma vasta e complexa construção que diríamos ser o quê? Uma chartreuse? Talvez. Entre as ramarias desinquietas dos choupais e à medida que nos vamos acercando da vila a construção vai cada vez mais tomando o vulto e o aspecto monástico com as suas frontarias reluzentes de cal, a confusão dos seus telhados, as suas chaminés espalhadas por toda a parte, as gelosias verdes das suas janelas românicas e as galerias do seu claustro exterior aberto sobre os campos; e quem não souber onde está, irresistivelmente será levado a perguntar se ali reside uma comunidade e o que fará – se filosofia, se licores? Para atingir esta casa de um tão enigmático aspecto é preciso atravessar a vila de Alpiarça e seguir ao longo da grande rua que a corta ao meio e cujo prolongamento é a estrada que conduz a Almeirim. Ao sair de Alpiarça começa um velho muro por traz do qual marulham as altas folhagens de um arvoredo palreiro. Eis aqui o portão, um portão de quinta, ou de granja, envelhecido, enferrujado, emperrado, a um caminho largo e arejado com um sulco macio de rodas de carruagem, que convida tanto mais atraentemente a entrar, quanto do portão não se vê a casa, e avançando alguns passos entre adegas e lagares, eis que a casa nos aparece, de uma brancura radiante e de um pitoresco tão original e tão vivo que estacamos a contemplá-la como a uma obra de arte. Oleitor não conhece pessoalmente o dono da casa? Eu vou apresentá-lo: Em primeiro lugar já o leitor por certo verificou que está no domínio de um lavrador, e o dono da casa com efeito, o é. Somente é também um homem de grande cultura, de grande gosto, o que explica que, ao lado das suas adegas e lagares, no meio das suas vinhas, dos seus olivedos, e dos seus sobreiros, ele construísse para viver, esta casa que surpreende, que intriga, que encanta e que na vida de um homem como ele, é verdadeiramente uma obra. Depois verifiquei que esta casa é muito singular, pois tem um grande porte e nenhuma ostentação. Não se lhe pode dar o nome de chateau ou de manoir, ou mesmo de casa de campo. Dir‑se‑ia uma velha residência de família, transmitida por herança de pais a filhos. No entanto não tem 6 anos de construída; e não lhe dá este primeiro aspecto a conhecer não já o gosto mas o fundo nobre do carácter do homem que a construiu, e que assim pretendeu adoptar a sua noção da família ao domicílio que melhor lhe convém e que ainda é aquele que noutros tempos a abrigou e perpetuou? A casa dos Patudos, pois esse é o seu nome, nasceu ontem e tem séculos. De nobreza? Não. De solidariedade de família, de virtudes domésticas, de agasalho de hospitalidade. Por efeito do seu temperamento, da sua educação, o dono desta casa é um destino inteiramente votado ao amor a ao culto da arte a ao qual todos os outros, mesmo o que o prende à lavoura, mesmo o que o lançou na política, são destinos acessórios. Assim, a sua casa, abriga com a sua família, o maior número de obras de arte que ainda enriqueceu o domicílio dum homem sem ostentação, e nele se presta à arte um culto tão fervoroso, que se diria não se viver ali para outra coisa. As suas salas são galerias de pintura e escultura, onde é licito passear com um catálogo nas mãos, como nas salas dos museus. Tropeça-se em objectos de arte. Aqui é um móvel, acolá uma talha, além uma faiança, mais além um medalheiro. Numa vitrina está a mais bela obra de olaria portuguesa. Noutra é fácil admirar ao lado de um autêntico Galrão, um Stradivarius autêntico, o que caracteriza a serenidade desta paixão, a que tantos se entregam por puro luxo é que ela se foi instalar longe do ruído da vida mundana e da publicidade e se sacia solitariamente. Nessa casa amam-se todas as artes mas só uma se cultiva – a música. Se ao leitor sucedesse passar já noite velha, pela beira da estrada de Almeirim não seria de estranhar que ouvisse por entre o concerto do coaxar das rãs, as harmonias vindas lá de dentro, duma sonata de Beethoven, ou de Mozart. É no que ali se passam as noites.»
 
 
Transcrito por Manuel Amaral


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ALPIARÇA......ALBUFEIRA DOS PATUDOS........BARRAGEM!!!!

ESTA BARRAGEM PARA ALÉM DE SER UM LOCAL DE LAZER, DE PRAZER EM VISITAR EM FOTOGRAFAR É LOCAL DE PESCA DESPORTIVA!!!

JÁ PERDI A CONTA DAS MINHAS VISITAS A ESTE LOCAL, DAS FOTOS QUE JÁ AQUI FIZ, E, NADA É IGUAL Á ULTIMA VEZ!!!



POR AQUI PASSEAMOS ONTEM, DIA DOS NAMORADOS, NUMA VISITA ALARGADA A CASA MUSEU JOSÉ RELVAS, UMA VISÃO DE  ARTE INDESCRITÍVEL!!! Á QUAL ACONSELHO A VISITA!!!



O DISPARAR A MAQUINA FOTOGRÁFICA É OU PASSA A SER VICÍO



NA BARRAGEM FICA POR AQUI A MINHA REPORTAGEM, LOGO QUE POSSÍVEL, IREI COLOCAR AS FOTOS POSSÍVEIS DA CASA MUSEU DOS PATUDOS, JÁ QUE SÓ FOI POSSÍVEL FAZER ALGUMAS FOTOS EXTERIORES!!!