AS FLORES DAS FAVAS DO MEU QUINTAL
ALGUNS DOS MEUS LEGUMES DO MEU QUINTAL
MINHA NOITE, MEU DIA
RIBATEJO
Rolando na estrada atenta
Desfaço a distância que
resta
Da minha casinha
modesta
Na aldeia, que espera e
acalenta
Meus sonhos de um dia
voltar
Que hoje eu procuro
acertar
Num dia de folga,
apenas
Faço acrescentar o meu tempo
Na noite que oferece
mecenas
Ao meu descansado
alento,
Já noite, a reconfortante
calma
Do pequeno quarto, onde
me deito.
E quando desperto
renovada, como a aurora,
Onde escuto os cães
vadios,
Guardiões do nada em
alerta,
Refletem os movimentos,
Anunciam, a manhã que
desperta,
Com um incessante pilpirrear,
em crescente
Dos passaritos, que
saúdam quem lá mora
Ali por perto, as rolas
nas oliveiras,
Me encantam com seu
arrulhar
E na saudade, deste meu
estar ausente
Eu vou pensando,
saboreando,
Cada momento do presente,
Eu vou apreciando a
minha vida,
E tudo o que nela
conto, nesta hora.
Um pouco mais, e já o
sol está a raiar
Um pouco mais, já eu me
vou levantar
Abrindo as minhas portas,
par a par
Eu olho o céu, saúdo a
minha manhã
As minhas plantas do
quintal, eu vou espreitar
Nas orvalhadas,
refresco-me em vida sã
Com as minhas mãos na
terra,
Arranco ortigas, e
muitas ervas daninhas,
Que crescem assim sem
parar.
AS MINHAS CAMÉLIAS FLORIDAS
Meus lírios brancos
floriram,
Mostrando o chegar, de radiosa
primavera,
E as minhas camélias
brilhando,
Entre gotas e perolas de
orvalho,
Na linda cor, de rubra
e madura romã,
Voam as flores dos
pessegueiros,
Voando… como se fossem
leve quimera,
Giestas, alecrins e
rosmaninhos,
Entregam-se, ás abelhas
em seu afã
Os legumes, em
canteiros alinhados,
Crescem, em cada semana
a passar,
Amadurecem, pelos meus carinhos
afagados.
E mal começou, ou bem
começou meu dia,
Em pequeno-almoço de
doces aromas
Nos pequenos mimos, de
um dia especial
Na saudação a quem está
próximo, em alegria
Ou alguém anónimo,
encontrado ao caminhar,
Nas fotos que se fazem,
para um dia recordar.
Já a fogueira que se
ateia, para o churrasco fazer,
Com a mesa no alpendre,
para ali mesmo comer
Os tomates e alfaces,
ainda na terra a crescer
No meu quintal de
regalos, que eu olho com prazer.
UM ALMOÇO DE ESPETADAS DE LULAS FEITO PELO MARIDO, UM BOM MAGUSTO E SALADA PARA ACOMPANHAR
O repasto de um almoço,
bem diferente e prazeroso,
Onde se integra a diferença,
de mais sabor e odor
Onde o descanso da sésta,
e num relaxe amoroso
Vai chegando a tarde
calma, em passeio de namoro
Vai assim fugindo a
folga, no seu sentido valor
Chega a hora de pensar,
no regresso á cidade
Já são horas do jantar,
pois já está a anoitecer
Hora ainda para pensar,
sentindo alguma vaidade.
E nesta avaliação
total, pode até haver cansaço!...
A fasquia ficou alta,
de tudo o que quero fazer
São dias num caminhar,
atrás de um, outro passo
Atrás da noite, outro
dia, vivido com muito prazer.
Lídia Frade






FOTO ENVIADA PELA

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